ARQUIPÉLAGO
A baixa no preço do óleo diesel surtiu efeito quase
imediato no pequeno sistema de transporte do arquipélago de Fernando
de Noronha. Entra em vigor a partir de hoje uma redução de 8% no preço
das passagens de ônibus da ilha - a maior tarifa do País - que passa
a custar R$ 2,50. São R$ 0,20 a menos do que o preço praticado desde
fevereiro, data do último reajuste. A Viação Curuçá, empresa responsável
pelo serviço, encara a redução como uma espécie de promoção temporária.
"Se o diesel aumentar de novo, a gente volta para o preço anterior",
disse o diretor da empresa, Haroldo Souza. E se baixar novamente? "Aí
a gente refaz os cálculos. Pode até ser que o preço caia de novo", disse.
Atualmente, o litro do óleto diesel está sendo vendido a R$ 2,05 no
único posto do arquipélago, cerca de 47% a mais do que a média registrada
no continente pernambucano. O preço já chegou a R$ 2,15.
Durante a alta estação, os três microônibus da Viação Curuçá chegam
a transportar 400 passageiros por dia no trajeto pela BR-363- a menor
do País, com apenas sete quilômetros de extensão. Cerca de 70% são turistas,
que preferem os ônibus aos bugres que fazem o papel de táxis no arquipélago,
cujo preço também é salgado. São R$ 8,00 pelo menor percurso, que corresponde
a cerca de dois quilômetros.
CADASTRAMENTO - Começa hoje a operação de cadastramento de todos os
veículos automotores de Fernando de Noronha. A administração do arquipélago
quer saber exatamente quantos carros existem na ilha e iniciar um estudo
para verificar se está havendo ou não prejuízo ao ecossistema. Estima-se
que cerca de 600 veículos circulem em Fernando de Noronha. Todos deverão
ser vistoriados ainda esta semana, tanto pelo Detran quanto pela administração.
Comentários dos leitores
"Agora a passagem de Noronha Paraíso se iguala
a de Brasília/DF (Linha Sobradinho) por exemplo. Uma frota de ônibus
hiper-velha e uma passagem altissíma, o ideal seria abrir uma concessão
pública aqui no DF, e que as empresas vencedoras fossem: Metropolitana
área 9/ Borborema/ Vera Cruz. Ai sim os candangos iriam conhecer
verdadeiros coletivos.", João Batista, um Pernambuco no
DF (Sofrendo c/transporte coletivo), por e-mail.