AVALIAÇÃO
BRASÍLIA - A retomada do crescimento de forma sustentável tem um custo: US$ 20 bilhões por ano. Esse é o montante de investimentos necessários, segundo cálculos do Governo, para desobstruir gargalos na área de infra-estrutura e garantir competitividade aos produtos brasileiros. Tudo isso deverá ser o pilar do crescimento do País. Por isso, a melhoria na infra-estrutura é prioridade no roteiro para uma nova agenda de desenvolvimento econômico, divulgada ontem com toda pompa por quatro ministros do Governo - não por acaso, na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que vai discutir a manutenção ou redução da taxa de juros e no momento em que o governo Lula é criticado pela estagnação econômica e pela necessidade urgente de retomada do crescimento.
Como faltam recursos públicos para tanto investimento, a equipe econômica espera que o setor privado também ponha a mão no bolso e dê a sua contribuição, além de contar com as fontes tradicionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Para estimular investimentos das empresas, o Governo acena com uma política de incentivos fiscais, parcerias e linhas especiais de crédito de instituições públicas como o BNDES. Porém, o ministro do Planejamento, Guido Mantega, avisa que o modelo de incentivos será diferente do adotado no passado. A idéia, afirmou, é seguir a experiência coreana e dirigir subsídios para algumas cadeias produtivas que têm grande potencial e, atualmente, apresentam gargalos.
FMI - O Governo brasileiro manteve inalteradas todas as metas firmadas com o FMI (Fundo Monetário Internacional), na terceira revisão do acordo, aprovada na semana passada. "A base do programa não foi alterada", afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy.
A maior procura por papéis da dívida brasileira no mercado internacional levou o risco-país a seu menor nível desde fevereiro de 2001. Os C-Bonds alcançaram nova cotação recorde, após a alta de 0,75% registrada ontem. O risco-país fechou em 696 pontos, com baixa de 4,13%. No ano, oindicador acumula desvalorização de 52%.