DRAMA
Uma família paraibana vive, há dois anos, o drama de ver um de seus três filhos, o caçula João Vítor, de 14 anos, perder os movimentos do corpo por conta de má formação congênita de duas de suas vértebras. Os primeiros sintomas aconteceram quando o garoto passou a ter dificuldade de locomoção, por conta da compressão medular causada pelo crescimento. Ele está internado no Hospital Português desde janeiro deste ano e precisa de ajuda para ser transferido ao Hospital Sara Kubitschek, em Brasília, onde receberá um tratamento específico com fisioterapia motora e respiratória.
Essas terapias são necessárias para que João Vítor não atrofie e tenha involução de seu quadro médico, já que sua tetraplegia é irreversível. A família lança uma campanha para arrecadar recursos para pagar as despesas da viagem, que deve custar cerca de R$ 110 mil. Quem quiser colaborar, pode fazer doações na conta número 968-9, agência 1262-9, do Banco do Brasil, ou na conta número 89369-9, agência 904, da Caixa Econômica Federal.
CIRURGIAS - Segundo a mãe de João Vítor, Ediana Araújo, o tratamento começou em João Pessoa, quando ela começou a perceber as dificuldades de locomoção do filho. "Ele andava inclinado para trás e levava muitas quedas". A família procurou um neurologista, que prescreveu um tratamento baseado em fisioterapia, mas os pais de João Vítor desconfiaram que o médico não estaria tomando decisões corretas. "Só aqui, no Recife, nós confirmamos nossa intuição, quando um outro médico disse que todo o esforço físico só prejudicou meu filho", lamentou a mãe, que mora no Hospital com o filho, enquanto o pai trabalha e vive na Paraíba com os outros dois filhos, uma com 20 e outro com 17 anos.
No Recife, o adolescente já foi submetido a duas cirurgias de descompressão, o que proporcionou uma melhora de seu quadro respiratório e deu esperanças de que ele possa vir a respirar sem a ajuda de aparelhos. Mas o lugar ideal para ele é o Sara Kubitschek.
A família já tentou várias vezes, em João Pessoa, obter ajuda da população, mas não conseguiu juntar nem uma pequena parte dessa quantia. "Não queremos perder a esperança. Tenho certeza de que ainda vou conseguir levar meu filho até lá e fazer a última tentativa", diz a mãe, que não mede esforços para melhorar a qualidade de vida do filho.