Edição de Quarta-Feira, 4 de Junho de 2003
 
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Saúde

Acupuntura sem pagar nada

Reconhecida pela Associação Médica Brasileira (AMB) desde 1995, como uma técnica comprovadamente eficaz para o tratamento da saúde, a acupuntura já abandonou de vez o rótulo de terapia alternativa. No Recife, ela pode ser encontrada, inclusive, como pós-graduação do curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco, onde cinco turmas já se formaram, e é disciplina obrigatória no curso de graduação. Melhor que isso, o método está ao alcance das populações carentes no ambulatório do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam/Maternidade da Encruzilhada), no Hospital das Clínicas e na Central de Arlegologia, na avenida João de Barros.

  No Cisam, o tratamento é ligado ao setor de saúde da mulher e é indicado para o tratamento de enxaqueca menstrual, tensão pré-menstrual, climatério, artrite, lombalgia pélvica crônica e dor da mama. "Fazemos um tratamento mais integral", reconhece a ginecologista e acupunturista, Elba Walderley dos Santos. A média de atendimento no Cisam é de dez mulheres por semana. No Hospital das Clínicas da UFPE o número é maior e chega a 60 no mesmo período. A maioria dos pacientes são encaminhados pelos médicos. "Temos lista de espera, mas damos prioridade a quem está com dores agudas", reconhece a médica, que também é homeopata.

  De acordo com a médica, os índices de eficácia do tratamento são bastante satisfatórios, por exemplo, com relação a enxaqueca pré-mestrual. "Às vezes associamos as sessões à medicamentos alopáticos, mas em 90% dos casos somente a acupuntura é suficiente para obtenção da cura". Tendinite e hérnia de disco são outras patologias cujo tratamento com a acupuntura também tem boa receptividade.


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