Ícone fashion brasileiro, tecido ganha mais leveza e personalidade nas novas coleções
Phelipe Rodrigues
DA EQUIPE DO DIARIO
Em qualquer lugar do Mundo ele é básico. Mas no Brasil, o jeans é, acima de tudo, sexy. Por isso, o índigo desenhado e modelado no país precisa de uma denominação especial, sendo chamado de brazilian denim, quando os gringos se referem à calça de cintura baixa, que marca as formas. Ela veste as cachorronas do funk, mas também está no corpo da estilosa modelo Kate Moss, de Carine Roitfeld (editora da Vogue Francesa) e, claro, da über model Gisele Bündchen. Assim, o investimento das grifes é cada vez mais forte no material que ao lado do biquíni está virando sinônimo de brasilidade.
A Zoomp, por exemplo, chegou à conclusão que o índigo é seu principal produto. Nesse sentido, a marca inaugura em São Paulo a primeira Zoomp Blue, uma loja dedicada somente ao jeanswear. Em agosto, a franquia do Recife também adere a esse novo conceito, na apresentação do verão 2004. Por enquanto, o que está em cartaz é o inverno, com proporção mais seca, tanto para os meninos quanto para as garotas.
Mas nada de aderência total como era a moda dos cantores sertanejos, durante os anos 90. O elastano, agora, entra na trama de leve, permitindo um stretch que libera os movimentos sem agarrar nas pernas. Nas lavagens, o estilista Renato Kherlakian trouxe de volta o índigo quase puro, bem escuro e clássico como nos primeiros modelos usados por cawboys americanos. Embora a tendência aponte para um certo desgaste, ranhuras e vincos. "Mas sem os rasgos e perfurações dos criações com inspiração punk", orienta Iorrana Aguiar, designer da Santana Têxtil, que produz o jeans de Lino Villaventura e Mario Queiroz.
Ela lembra que, hoje, o índigo não é desenhado apenas para modelar o corpo, mas também para evidenciar os movimentos dele. "Esse efeito é conseguido com a utilização de várias pences e um corte lateral meio enviesado, dando uma vida própria ao tecido que se mexe junto com a perna. Sem prender a articulação", completa Iorrana. A Vide Bula, por exemplo, investiu bem no recurso da calça orgânica, usando materiais leves como o Nylon e fazendo um patchwork modernoso. O complemento roqueiro, sempre em cartaz nas criações de Giácomo Lombardi, entra com os zíperes e botões, que ainda tem o incremento das costuras coloridas.
Na Ellus, Nelson Alvarenga tenta dar uma cara exclusiva ao jeanswear com desenhos criados durante o tingimento. "Para conseguir um aspecto quase artesanal, aplicamos tecidos ou fazemos pregas nos produtos já prontos, mandando tingir novamente. Quando esses detalhes são descosturados, temos um jeans único para cada cliente", promete Fernanda Castelo Branco, dona da loja no Recife. Quem se importa, de verdade, com essa história de ter uma roupa que ninguém mais tem, vai passar mal com as invenções de Ocimar Versolato para a sua OV Jeans.
PEDREIRA - A Madison começa a vender esta semana os bordados que foram desenvolvidos pelo próprio, sem o risco de haver dois iguais na cidade. Versolato chega ainda com o lançamento black methalic, da Santista. Se quiser continuar nessa linha "vestida para aparecer na Caras", vale passar ainda na Equus, uma loja que inaugurou há duas semanas no Shopping Recife. "Nossas clientes gostam de montar um look mais arrumadinho, feito de sarja com silk, aplicação de tachas e cristais. Ou chegam de jaqueta com nervuras, bordado de pedrarias e letras góticas", avisa a consultora de estilo Emanuele Armani. Vale lembrar que nem tudo nas araras remete a um figurino de Bram Stoker, há itens mais descolados, como os que a top Luciana Curtis mostra nas fotos da grife.
Serviço
Vide Bula - 3467.5707
Ellus - 3467.5240
Equus - 3464.6123
Santana Têxtil - www.santana.ind.br
Madison - 3465.0304