Decor: Para não enlouquecer procurando chaves e documentos que desaparecem em horas impróprias, o ideal é investir em móveis e objetos que ajudem a manter a ordem
Maria Eduarda Antunes
DA EQUIPE DO DIARIO
Organizar os objetos de uso diário é uma necessidade básica para quem não pode perder muito tempo ao longo do dia. Quantas pessoas já "enlouqueceram", por exemplo, atrás daquela camisa que c-o-m c-e-r-t-e-z-a estava no armário, mas exatamente na hora de sair ninguém encontrou? Ou a chave que todos os dias teima em "se esconder" do dono, aparecendo depois nos lugares mais improváveis? Sem falar nos papéis amontoados no escritório, geralmente requisitados na última hora do compromisso? Para se livrar desses tormentos, então, é bom pensar em soluções práticas, sem abrir mão da originalidade.
Gavetas, estantes, caixas, armários, vale tudo na hora de deixar cada coisa em seu lugar. Saber usar as cores também é um dado importante para dar o toque de graça ao ambiente. De acordo com o arquiteto Turíbio Santos, são muitas as opções de móveis e acessórios disponíveis. Uma saída para economizar é evitar as gavetas, normalmente mais dispendiosas. Ao invés delas, aposte na versatilidade do cabideiro, ideal para receber blusas, calças e outras peças.
No local de trabalho, pastas suspensas devem estar dispostas em móveis com o perfil de cada um, assim como as mesas e os armários, ou seja: podem ter tratamento metálico, em aço, madeira ou fórmica (esta tem a vantagem da limpeza fácil). A transparência do vidro dá mais leveza ao ambiente. E, na hora de arrumar livros, porta-lápis, CD's e tantas outras coisas? Uma boa saída são prateleiras.
Um exemplo de como imprimir o toque pessoal nos espaços é o escritório criado por Turíbio na II Mostra La Lampe de Design e Iluminação, inaugurada no início do mês. Ele se inspirou no designer e publicitário pernambucano Fabio Melo, que atua na DA-DPA, levando ao projeto o estilo deste profissional: "Sofisticado e irreverente", define o arquiteto. Assim, o público se depara com móveis em aço, cadeira de acrílico com couro, entre outros componentes, como caixas de pizza e latas de refrigerante.
Fabio, por sua vez, explica: "Como designer, considero a embalagem fundamental, até na hora de acomodar os elementos cotidianos. Costumo mesclar, nas prateleiras, livros por ordem de cor, caixas com CD's, pastas por ordem alfabética e objetos de arte. As gavetas, essas servem para esconder a bagunça sempre existente quando trabalhamos com muitos papéis. Na minha opinião, é a 'arma' para ser desorganizado. Portanto, procuro não as utilizar", explica.
Na cidade, são várias as opções de lojas oferecendo móveis e utensílios originais. Imaginarium, Florense, Tok e Stok, Novo Projeto, entre outras. Sapateira em tubo de aço e acabamento cromado, estantes e balcões são algumas dicas. É só procurar, pois a oferta é grande.
Apesar disso, há quem não deposite todas as atenções apenas nos objetos em si. A arquiteta Silvana Gondim, por exemplo, é enfática ao afirmar que o mais importante é a capacidade de organização das pessoas. Ou seja: não adianta encher a sala ou o quarto com sapateiras e armários, se não é feito bom uso deles. Qual a utilidade, por exemplo, dos aramados na cozinha, quando os utensílios não ficam pendurados nele?
Ela aponta, ainda, a criatividade como grande aliada na hora de decidir como será a distribuição dos objetos. Não pode comprar um fichário? Improvise o seu com caixas de presente. "Já vi até cômoda antiga virar um bar", lembra. Silvana continua afirmando que não precisa ser arquiteto para encontrar boas soluções: "O importante é ter coragem de ousar", orienta.
Quem acredita no próprio talento e sempre arranja soluções inusitadas é a procuradora de justiça Magnólia Cavalcanti. No apartamento dela, o visitante encontra surpresas em todos os lugares. Você imaginaria guardar bijuterias em expositores de bolo e sanduíches, aqueles mesmos encontrados nas lanchonetes e barraquinhas de rua? O baú para toalhas é outro exemplo, bem mais interessantes decorado com rosas de plástico coloridas.
Na sala, a mesa centenária guarda papéis na gaveta, com um detalhe: no lugar da chave, apresenta folhas de plástico estrategicamente encaixadas para quebrar a seriedade do móvel. O banco comprido que apóia os CD's também ganhou o incremento do tampo de vidro e, entre ele e a madeira, mais folhas de plástico e outras desidratadas. "Jogo elementos propositalmente kitsch", diz. Nessa proposta, vale tudo, até bordar frases de poemas nos encostos das cadeiras e almofadas, como os do português José Luís Peixoto. E o resultado é um luxo!
Serviço
Arquitetos:
Turíbio Santos - 3424.2244 ou 3221.4968
Silvana Gondim - 3222.3959
Lojas:
Tok & Stok - 3467.5661
Florense - 3301.3253
Imaginarium - 3464.6133
Novo Projeto - 3466.2859