Beleza
Quanto maior a ondulação nas pernas, quadris e abdômen de suas modelos, mais feliz ficava o pintor impressionista Auguste Renoir. A celulite que ele retratrou em vários nus artísticos, hoje, é sinônimo de eterna preocupação para as mulheres, já que, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, cerca de 80% delas apresenta algum grau da lipodistrofia ginóide - como é chamada no meio científico. Mas antes de gastar tudo em fórmulas milagrosas para se livrar do aspecto de casca de laranja, é bom saber o que tem a capacidade, real, de atenuar a doença crônica, e, portanto, sem cura.
Nos últimos tempos, a maior novidade da medicina estética foram os cremes à base de cafeína, que aumentam o metabolismo celular e quebram os depósitos de gordura. Outra inovação é a termografia, um tipo de exame que permite um diagnóstico dos graus de celulite - que vão de 1 a 4 - pela temperatura da área. A vantagem dele é conseguir identificar os nódulos em estágio inicial, facilitando o ataque com cremes ou massagens estéticas. Depois do resultado desse teste, o melhor é começar um programa de cuidados diários, com exercícios físicos, alimentação equilibrada e o uso de produtos como um coadjuvante.
Entre as atividades mais indicadas, natação e hidroginástica são campeãs. "Elas mexem com toda a musculatura e não sobrecarregam os vasos que já estão prejudicados pela presença dos nódulos, como aconteceria com ginástica feita com muito peso", argumenta a dermatologista Gisele Barbosa. Na lista de alimentos proibidos entram os ricos em gordura e aqueles com bastante caloria e poucos nutrientes, como os refrigerantes e doces.
Mas nem sempre os motivos do aparecimento da celulite tem a ver com sedentarismo e alimentação sem qualidade. O hormônio feminino, o estrógeno, é um dos maiores responsáveis, especialmente, nos períodos da adolescência e menopausa, quando as taxas são alteradas. Nesses casos, vale procurar um endocrinologista para verificar qual a melhor terapia, que deve estar associada aos produtos de uso tópico e massagens. Entre elas, a drenagem linfática manual, que leva embora o líquido retido nos tecidos da camada subcutânea de gordura (hipoderme).
O que Gisele Barbosa mais tem indicado são os cremes formulados com cafeína e outras substâncias capazes de quebrar a gordura. "O ideal é que estejam associados à centella asiática, que promove mais rigidez no local, e castanha da Índia, para melhorar a circulação", indica o farmacêutico Emanuel Lucena. A companhia japonesa Shiseido foi a primeira a lançar, em 2000, uma fórmula com essas substâncias. Em seguida, chegaram outras linhas, como Bikini Minceur, um anti-celulite da Christian Dior, e o Gel Glaçon Lifting, da linha Issima, de Guerlain, prometendo a extinção dos nódulos em até um mês.
Essas promessas, entretanto, geram muita desconfiança de quem vai investir, pelo menos R$ 60 por cada pote "Já tentei vários, de marcas importadas ao Elysée Belt, seguindo à risca as informações da embalagem, sem notar diferença ao olhar no espelho depois de quatro semanas de uso", critica a empresária Iêda Gomes. Com conhecimento de causa e um estoque de redutores no banheiro, ela tem adotado há dois meses o novo Drencell, da farmácia Dermage, de manipulação, que diz ter produzido bom efeito. "Mesmo sem fazer ginástica, tenho notado uma diminuição considerável da ondulação. Faço a aplicação com o Celesse, um massageador da Phillips, pela manhã e à noite", finaliza Iêda. (P.R.)
Serviço
Dermage - 3326.7593
Gisele Barbosa (dermatologista) - 3423.6904