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Páscoa com sabor de chocolate, mas sem exagero de consumo
Iguaria em excesso pode ser uma ameaça à saúde
Domingo de Páscoa é sempre um momento esperado. Para uns, pela celebração da data religiosa ou pela reunião da família. Outros, porém, não escondem que consideram mesmo como a principal atração nessa época do ano os ovos de chocolate que, por tradição, são oferecidos como presentes. Para essas pessoas, médicos e nutricionistas fazem um alerta: o chocolate pode não prejudicar em nada ou até mesmo fazer bem à saúde, quando consumido com comedimento. No caso de quem costuma cometer excessos, porém, a iguaria pode representar uma ameaça à saúde, causando ou agravando distúrbios como obesidade e diabetes.
A moderação na hora de consumir o chocolate é necessária porque a fabricação do produto emprega, geralmente em grandes proporções, substâncias como gordura saturada, açúcar e cacau, que podem fazer mal à saúde. "O chocolate oferece risco principalmente quando uma pessoa está com excesso de peso. Uma barra de 100 gramas possui em média 611 calorias e 48,7 gramas de gordura", ressalta o nutrólogo e cardiologistaDaniel Magnoni, presidente da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE), que vai apresentar, no próximo Congresso Brasileiro de Nutrição, em novembro, um estudo a respeito das benesses e dos males do chocolate.
Além do aumento do peso, o consumo excessivo dessa que é considerada uma das melhores invenções da civilização pré-colombiana pode agravar doenças. Portadores de diabetes, por exemplo, devem procurar produtos sem açúcar. O chocolate também pode provocar tarquicardia leve, resultado de uma substância chamada xantina, que funciona como um estimulante no organismo, à maneira do efeito produzido pela cafeína.
Muitos mitos, porém, foram criados pelo imaginário popular a respeito dos males que o consumo de chocolate pode causar. De acordo com Daniel Magnoni, os efeitos nocivos do produto no organismo vêm sendo superdimensionados. "Muita gente acha que ele aumenta o colesterol, por exemplo, mas isso não é verdade. O flavanóide, uma substância presente na semente de cacau, diminui o colesterol, retirando gordura. O chocolate aumenta apenas o HDL, que é chamado de bom colesterol e não faz mal à saúde", explica.
A ação do flavanóide, como explica Magnoni, é apenas um dos benefícios que podem ser obtidos pelos que o consomem sem abusos. A lista inclui desde o aumento da disposição e capacidade de concentração, provocados por substâncias como a cafeína, até o estímulo ao apetite sexual, através da liberação de endorfina.
Tudo isso, vale lembrar, só serve quando a moderação recomendada pelos especialistas é adotada. Ainda segundo o especialista, o limite que pode ser adotado para quem vai consumir chocolate na Páscoa deve ficar em torno de 100 gramas. "Se não passar desse patamar em um dia, não há como a pessoa ser prejudicada pelo consumo de chocolate", garante.
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