NOSTALGIA
Feijão Maravilha (Globo), de Bráulio Pedroso, estreou em 1979, às 19h, sob direção de Paulo Ubiratan. O humor sempre fez parte das tramas do autor, como Beto Rockfeller, O Cafona, O Rebu e o O Bofe. Agora, ele fazia uma homenagem às velhas chanchadas do cinema brasileiro dos anos 50, reunindo atores que fizeram sucesso na época da Atlântida, como José Lewgoy, Ivon Cury, Mara Rúbia, Eliana Macedo, Adelaide Chiozzo, Wálter D'Ávila e, lógico, Grande Otelo (que contracenava com Olney Cazarré, para tentar reviver a dupla com Oscarito). A trama funcionou como uma novela-comédia e teve boa audiência.
Num hotel internacional cinco estrelas reuniam-se todos os personagens. Eliana e Anselmo Duarte fizeram par romântico em vários longas da Atlântida, e cenas destes filmes eram levadas ao ar em flashbacks como se fossem de seus personagens. Nos últimos capítulos, Anselmo apareceu como Trindade, o marido de Soraia (Eliana), dado como morto. Grande Otelo (Benevides), Olney Cazarré (Oscar) e Walter D'Ávila (Scarface) estiveram inesquecíveis em seus personagens, dando um show de humor.
Outra cena que marcou foi a de Stepan Nercessian (Ancelmo) fazendo-se passar por Sidney Magal num show em que o cantor não pôde comparecer. Entre os hóspedes estavam Ambrósio (Lewgoy, relembrando os bons tempos como vilão da velha Atlântida) e a deliciosamente burra Marilyn Meyer (Clarisse Piovesan, que fazia uma réplica brasileira da atriz americana Marilyn Monroe), que estavam a serviço da misteriosa figura do Sombra.
Tinha também a quadrilha do contrabandista de ouro formada por Nenê Minhoca (Older Cazarré), Scarface (D'Ávila), Coruja (Ivan Setta) e Formoso (Felipe Carone); Rachid (Ivon Cury), um príncipe árabe; e a simpática Madame Fifí (Mara Rúbia). A música de abertura era O Preto Que Satisfaz, de Gonzaguinha, na voz das Frenéticas: "Dez entre dez brasileiros preferem feijão/ esse sabor bem Brasil verdadeiro fator de união da família/ esse sabor de aventura famoso pretão maravilha...".