Pneumonia leva autoridades sanitárias a isolar o segundo hospital em Pequim
PEQUIM - Cerca de 4 mil pessoas que tiveram contato físico com outras que apresentaram sintomas da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) ficaram em suas casa sob quarentena, informou, ontem, o subdiretor geral do Ministério da Saúde de Pequim, Guo Jiyong. Sobre a possível declaração da lei marcial, que fecharia aeroportos e rodovias, o porta-voz da prefeitura de Pequim, Cai Fuchao, negou os rumores. O porta-voz ressaltou que equipes de inspeção foram enviadas para 147 hospitais da cidade para assegurar se todos estão combatendo corretamente a Sars. Apenas em Pequim, 750 pessoas estão infectadas pelo vírus da pneumonia. Desde novembro do ano passado, 260 pessoas morreram por causa da doença.
A Síndrome Respiratória Aguda e Severa (Sars) causou outras seis mortes em Hong Kong, onde foram internadas outras 22 pessoas contaminadas, informaram as autoridades sanitárias. No total, há 115 casos fatais e 1.510 casos de contaminação.
Autoridades chinesas também isolaram, ontem, o segundo hospital em Pequim a fim de desacelerar a proliferação da epidemia. A medida faz parte da nova política de quarentena, que determina o fechamento de qualquer prédio suspeito de disseminar a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars).
Visitantes não podem entrar no Hospital Ditan, especializado em doenças infecciosas. Os funcionários, entretanto, podem deixar o prédio, informou uma fonte da administração do hospital que pediu para não ser identificado. Em Manila, as autoridades Filipinas confirmaram os primeiros quatro casos de Sars e a morte de um paciente. O número de vítimas no Canadá subiu ontem para 19. Duas mulheres de 69 e 64 anos morream. Na quinta-feira à noite, um homem de 44 anos faleceu. Outras 250 pessoas estão em observação com suspeita de terem contraído a doença. Na quarta-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um alerta para que os turistas evitem viajar para Toronto.