(Atualizado no dia 23/04/2003)
 
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Brasil está no G7 do software

Estudo do MIT revela que País representa o sétimo mercado mundial, crescendo 11% ao ano desde 95

Andrea Pinheiro
Da Equipe do DIARIO

O Brasil, ao lado da China e da Índia, foi tema de uma pesquisa sobre o mercado de software realizada pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT). O nome do estudo é Fortalecendo a Economia do Conhecimento no Brasil, China e Índia: A Trajetória de Três Indústrias de Software. O Brasil, de acordo com os dados, é o sétimo mercado de software do mundo.

  Em comum, os três países têm a alta comercialização de software no mercado interno, US$ 7,7 bilhões, US$ 7,9 bilhões e US$ 8,2 bilhões, para Brasil, China e Índia, respectivamente. Mas as exportações de software da Índia (US$ 4 bilhões em 2000) são muito superiores, tanto em relação às vendas do Brasil (US$ 100 milhões) quanto da China (US$ 400 milhões). O mercado brasileiro de software representa uma parcela significativa do Produto Nacional Bruto (PNB) brasileiro (1,5% em 2001) e é maior e mais diversificado do que o indiano. Já a participação no Produto Interno Bruto (PIB) é de 0,71%.

  Um fato interessante é que, desde 1995, a indústria nacional de software cresce em uma taxa média de 11% ao ano, três vezes mais do que a de hardware. Em 2000, o Brasil possuía 5,4 mil empresas no setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC). Para realizar a pesquisa, foram entrevistadas 57 empresas, que representam 21,4% da comercialização nacional de software. De Pernambuco, apenas a Mobile foi avaliada.

  E como situar Pernambuco dentro do mercado nacional? A produção local ainda é incipiente, sem grande representatividade nacional. "O volume de faturamento de Pernambuco é irrelevante atualmente; o Porto Digital é um projeto para os próximos 15 anos e nossa meta é elevar de 1 para 10% o índice de representatividade da indústria de software no PIB pernambucano", comenta o presidente do Porto Pier Carlo Sola.

  Não é de se estranhar, então, a razão de apenas um representante pernambucano ter sido procurado pelo estudo do MIT. A maior parte das empresas estão localizadas nas regiões Sudeste (60%) e Sul (28%). O Nordeste aparece com singelos 3%. Conseqüentemente, o maior volume comercializado também está no Sudeste (72%) e Sul (11%).

  Entre as fraquezas identificadas pela pesquisa, destaca-se a existência de uma estrutura de regulamentação e política adversa ao desenvolvimento da indústria, como o chamado custo Brasil e a ausência de incentivos à exportação. A outra falha é a ausência das empresas nacionais em mercado aberto, que apenas se iniciou em 1990, dez anos depois da Índia.

andrea@pernambuco.com








 

 
 
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