(Atualizado no dia 25/04/2003)
 
Início Diario de Pernambuco Imóveis O culpado é o dono do cachorrinho

Diario

Índice Geral
Expediente
Ed. Anteriores
Assinaturas
 

Cadernos

Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista na TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis
 

Serviços

Loterias

 

Imóveis

O culpado é o dono do cachorrinho

Convivência com animais é ameaçada por falta de treinamento

Cleiton Fernandes
DA EQUIPE DO DIARIO

A cadela Mila, uma poodle de cinco anos, é a queridinha do prédio onde mora. Ela brinca com as crianças, corre atrás das bolinhas, leva os chinelos para o dono e ainda faz firulas quando ver os outros animais. E ao contrário de muitos outros cachorros que são criados em apartamentos, ela não faz xixi nos pneus dos carros, não morde a mobília do hall e muito menos fica latindo no meio da noite. Mas na contramão de uma convivência pacífica e saudável entre homens e cães, também há os cachorros que são verdadeiras feras. Mal treinados, indóceis e barulhentos, eles tiram a paciência de muita gente. E a situação é mais grave quando um desses animais reside, exatamente, no apartamento do vizinho.

  De acordo com Telma Rejane Sousa, síndica de cinco prédios localizados na Região Metropolitana do Recife, o principal conselho é manter a calma. Se a situação ficar crítica, o reclamante poderá marcar uma reunião de condomínio para chegar a um consenso na solução do problema. Com experiência de quem conhece bem o assunto, e convive diariamente com as divergências, ela diz que o animal nunca é o culpado, mas sim o dono. "Os prédios possuem regimento interno de condomínio que trata, inclusive, sobre a permanência do animal no local. Cabe aos donos, cumpri-lo".

  Entre as regras, estão a obrigatoriedade de utilizar apenas o elevador de serviço quando estiver com o animal, colocá-lo nos braços e não deixar o cão circular nas áreas comuns do prédio. Também é preciso tomar cuidado para não deixá-lo fazer as necessidades fisiológicas na área do condomínio ou morder algum morador. A síndica diz que todos os animais devem usar coleiras e estão proibidos de ficar em áreas como o playground e ao redor da piscina. "Involuntariamente, os cachorros podem contaminar com germes ou outras doenças as crianças e as demais pessoas que ficam no local".

  Os problemas podem ir mais além. O latido dos animais também pertuba os moradores dos apartamentos vizinhos. Não existe uma norma específica sobre o assunto. A sensatez dos donos de animais é indispensável. Telma diz que muitas vezes o culpado nem é o cachorro, mas o dono. Ela conta que uma situação bastante comum é quando o morador sai para trabalhar, passa o dia inteiro fora de casa e deixa o cachorro mal alimentado. Ele começa a latir de fome. "Se as pessoas fossem obedecessem as normas, a polêmica entre a permanência ou não de animais teria fim".

Há condomínios que não permitem a permanência desses animais. O resultado é que tem crescido o número de ações na Justiça por parte dos donos dos cães, exigindo a permanência do animal. Segundo a síndica, cerca de 80% das causas dá ganho para a continuidade da permanência. São os casos em que não há prejuízo para o sossego, a saúde e a segurança dos moradores.








 

 
 
Sua Opinião


Copyright 2001 - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br