SELEÇÃO
RIO - A dupla de jovens talentos do Santos, enfim, está na Seleção Brasileira. O meia Diego havia sido convocado pelo técnico Carlos Alberto Parreira na última terça-feira. E o atacante Robinho foi chamado ontem para substituir Rivaldo, cortado após sentir uma contusão durante o treino do Milan. Os dois irão estrear com a camisa do Brasil no amistoso do dia 30, contra o México, em Guadalajara.
O corte de Rivaldo foi o terceiro feito por Parreira para o amistoso contra o México. Antes dele, o goleiro Marcos havia sido dispensado na quinta-feira por causa de um "princípio de bronquite" e o lateral Cafu sofrera contusão muscular. O lateral, que foi cortado após uma conversa entre o Departamento Médico do Roma e José Luiz Runco, médico da Seleção, não terá nenhum atleta convocado em seu lugar.
PELÉ - Com a convocação à Seleção Brasileira de ontem, Robinho segue mais um passo de Pelé. Os dois chegaram ao time nacional no ano seguinte ao primeiro jogo como profissional. Pelé estreou na equipe principal do Santos em setembro de 1956 e foi convocado pela primeira vez, para uma partida contra a Argentina, em julho de 1957.
Robinho começou a defender o time do Santos, esporadicamente, no primeiro semestre do ano passado. Mas foi só no Brasileiro, a partir de agosto, que virou titular. Casos semelhantes são raros na história da Seleção. Um dos recordistas é Ronaldo, que serviu a Seleção pela primeira vez sete meses depois da sua primeira partida profissional pelo Cruzeiro.
Em boa parte dos casos, astros demoraram muito mais tempo para vestir a camisa amarela. Garrincha, por exemplo, tinha dois anos no time principal do Botafogo quando foi convocado pela primeira vez. Mais recentemente, estrelas do pentacampeonato também demoraram a sentir esse gosto. Gilberto Silva estreou na Seleção cinco anos após ter iniciado a carreira profissional.