Hélio dos Anjos considera a sequência de partidas com mesma escalação um dos trunfos da equipe leonina
O Sport encara o CRB pela Série B, amanhã, no estádio Rei Pelé, em Maceió, com a sua força máxima. Esse, de acordo com os jogadores e o técnico Hélio dos Anjos, será o maior trunfo do Leão, que vem embalado pela conquista do segundo turno do Campeonato Pernambucano e por ter vencido o Fluminense, no Maracanã, pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil.
Escalado mais uma vez com Maizena; Carlinhos, Gaúcho, Sílvio Criciúma e Juninho Goiano; Ataliba, Fernando César, Cléber e Nildo; Adriano Chuva e Valdir Papel, o rubro-negro tem, segundo o atacante Adriano Chuva, tudo para fazer uma bela estréia fora de casa. "A gente já sabe o posicionamento de cada companheiro e, até sem olhar, fazer o passe. Isso facilita muito", declarou o atacante, que já desfilou nos gramados da Série A, mas acha a Série B bastante competitiva. "Temos que entrar no espírito de uma competição que, em muitas vezes, será decidida na raça. Os jogos vão ser equilibrados, mas estamos preparados para ganhá-los".
Quanto a maneira de atuar no ReiPelé, Adriano Chuva quer o time seguindo a risca o modelo tático implantado pelo técnico Hélio dos Anjos. "É claro que, dependendo do adversário, situações de jogo podem ser diferentes. Mas a pegada e a disposição de todos terá que ser mantida para termos, na Série B, o mesmo sucesso que a gente vem tendo no Estadual e Copa do Brasil", argumentou.
Já o lateral-direito Carlinhos, que estava no grupo do ano passado, conhece bem mais a rivalidade regional que o atacante Adriano Chuva, que veio do Cruzeiro. "É difícil porque o CRB conhece o Sport mais de perto e não vai querer que a gente comemore uma vitória em cima deles", frisou, também falando sobre o entrosamento do time. "Além do nosso torcedor ter hoje a escalação na ponta da língua, quando um jogador se machuca ou é suspenso todos já sabem quem será o substituto e o ritmo de jogo não tem caído. Isso é importantíssimo para um time que almeja o título da competição", avaliou.
Ainda com relação à 2002, o lateral-direito, que foi um dos destaques do rubro-negro na vitória sobre o Flu, fala sobre o que faltou para o Sport subir de divisão, ano passado. "Faltou ganhar o jogo para o Jundiaí. Estávamos fazendo tudo certo, mas aquele tropeço foi uma ducha fria", disse, falando sobre a principal diferença entre as equipes do ano passado e deste ano. "Este ano estamos mantendo uma regularidade bem melhor e, como o próprio Hélio dos Anjos conversou com a gente, time que joga pouco é porque está ruim".