Ao entrar em campo para o treinamento de ontem, o meia Mabília foi procurado pelo técnico Heriberto da Cunha. Na conversa, de pé de orelha, o treinador queria saber das condições físicas do atleta. A virose pegou o jogador em cheio. Mabília balançava a cabeça positivamente e, em seguida, participou, normalmente, de toda a movimentação. "Ainda sinto um pouco a respiração ofegante. Mas não quero ficar de fora da partida. Esse é um momento de superação", disse o meia alvirrubro garantindo sua presença hoje contra o Joinville.
Pela sua experiência e personalidade, o gaúcho Mabília, 30 anos, 1m82, 80kg, será o grande referencial do Náutico na disputa do Campeonato Brasileiro da Série B. Desta responsabilidade o jogador não foge. Mabília sabe que terá a função de dar mais qualidade na distribuição de bolas para o ataque. "Como não sou um jogador de marcação forte e velocidade, a minha principal função será cadenciar o jogo quando necessário", diz.
Apesar da contratação do veterano volante Sérgio Soares, 36 anos, o grande porta voz do técnico Heriberto da Cunha dentro de campo continuará sendo Mabília. "Em campo é necessário ter um jogador que faça bem a leitura do jogo junto com o treinador. Eu também estou tendo essa função", completa. Para o meia, o Náutico vem formando, aos poucos, uma equipe competitiva e que tem tudo para fazer um bom papel na competição. "Estamos mesclando juventude de uns com a experiência de outros jogadores. Tenho certeza que nossa equipe vai ser bastante competitiva", avalia.
Esse será o segundo Campeonato Brasileiro de Mabília pelo Náutico. No ano passado, o jogador disputou a Série B e não teve muita sorte, mas conseguiu evitar que o time fosse rebaixado para a Terceira Divisão. Para 2003, o meia espera não precisar passar por tanto sufoco. "A Segundona é uma competição muito difícil. Temos que somar todos os pontos que iremos disputar em casa e tentar buscar alguns fora. Assim, a classificação vem com mais tranqüilidade", dá a receita.