Edição de Sábado, 26 de Abril de 2003
 
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Economia

Compesa tem prejuízo de R$ 13,1 mi

Rosa Falcão
DA EQUIPE DO DIARIO

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) fechou as contas no vermelho em 2002, com um prejuízo de R$ 13,10 milhões, conforme o balanço patrimonial publicado ontem no Diario Oficial. O resultado negativo é atribuído, na publicação, ao aumento dos custos com serviços e insumos básicos usados pela empresa, em especial à energia elétrica e aos produtos químicos. O resultado operacional foi negativo em R$ 15,34 milhões. Em 2001, a estatal de saneamento apresentou um lucro líquido de R$ 4,94 milhões, fruto da redução do endividamento e do aumento das receitas.

  O balancete reconhece como perdas para a companhia, as "contas a receber" - leia-se inadimplência - dos usuários, cujo montante é superior a R$ 23 milhões, situação que contribuiu para o prejuízo registrado em 2002. São dívidas do setor público, incluindo as prefeituras e os próprios órgãos do Governo do Estado que deixam de pagar as contas de água. O resultado negativo de 2002 interrompe a trajetória de recuperação financeira da estatal, que saiu de um déficit de R$ 46,96 milhões em 2000 para um lucro de R$ 4,94 milhões em 2001.

  Com um patrimônio líquido de R$ 914,32 milhões em 31 de dezembro de 2002, a Compesa fez nos últimos três anos um programa ousado de investimentos que ultrapassa a casa dos R$ 300 milhões, incluindo os recursos da Caixa Econômica, da privatização da Celpe, do Banco Mundial, do banco alemão KFW e do Programa de Desenvolvimento do Turismo.

  As obras realizadas aumentaram o patrimônio, mas ampliaram as despesas operacionais da companhia, que passaram de R$ 215,91 milhões para R$ 285,66 milhões em 2002. Enquanto as receitas não cresceram na mesma proporção, devido à inadimplência elevada e as perdas dos sistemas operacionais.

  Em relação às principais despesas da estatal, a energia elétrica continua sendo a vilã, com uma participação de 17% nos custos da empresa. O presidente da Compesa, Luiz Gonzaga Perazzo foi procurado pelo DIARIO para comentar o balanço patrimonial da estatal em 2002. A sua assessoria informou que o dirigente da estatal se encontrava em reunião e não podia atender a Imprensa.

 








 

 
 
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