As relações comerciais entre o Brasil e a Venezuela podem crescer sensivelmente com o apoio da linha de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), de cerca de US$ 1 bilhão. Segundo estimativas da Câmara de Comércio Brasil/Venezuela, as transações poderão ultrapassar US$ 3 bilhões já no próximo ano.
"As transações entre os dois países atingirão este ano entre US$ 2 e US$ 2,5 bilhões, superando e muito o resultado do ano passado, que ficou em US$ 1,6 bilhão. O apoio do BNDES será determinante para expandir os negócios", disse o presidente da Câmara de Comércio Brasil/Venezuela, José Francisco Marcondes
Segundo ele, a junção de fatores no ano passado - a crise política na Venezuela, a alta do dólar e as eleições no Brasil influenciaram negativamente as relações comerciais entre as empresas dos dois países, por conta das incertezas. "Situações que já foram contornadas, o que gera um clima bastante positivo a partir de agora", disse. As áreas ligadas à agricultura, siderurgia eautomobilística já são exploradas entre os países vizinhos. Marcondes disse que a balança entre as duas nações já é praticamente equivalente.
Reunidos ontem no Recife, 50 empresários venezuelanos e 120 brasileiros produziram um documento consolidando acordos bilaterais. Os acordos são desdobramentos de reunião feita no mês passado em Caracas, na Venezuela, em missão empresarial organizada pela Câmara Brasil Venezuela. Os empresários decidiram articular um grupo para estreitar o relacionamento comercial entre Brasil e Venezeuela. Também pediram no documento a consolidação de linhas regulares de transporte marítimo entre os dois países; a criação de linhas de crédito recíproco e comitê fronteiriço para acabar com a burocracia na entrada dos dois países. Outro ponto importante definido ontem foi a identificação de processos produtivos complementares, com a participação do Sebrae.