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Processo de negociação não avança
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, considerou que não houve avanço no processo de negociação para implantação da refinaria de petróleo em Pernambuco por decisão da Petrobras . Disse, porém, que os entendimentos para a modelagem financeira do empreendimento estão avançando. O presidente da CNI acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiu não anunciar aqui a decisão por conta da disputa pela refinaria por outros estados.
Os empresários do setor de combustíveis, que seriam os que diretamente mais se beneficiariam com a construção da refinaria no Estado, lamentaram ontem a falta de definição do lugar onde o projeto será concretizado. O segmento aguardou durante todo o dia o anúncio por parte dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez, de que o projeto seria construído no Estado. A refinaria pode representar o fim de alguns problemas enfrentados pelo setor, como abastecimento irregular de navios, frete caro para trazer o combustível para cá e ampliação da linha de produtos derivados.
"A refinaria seria o que de melhor poderia acontecer para as empresas que trabalham com o segmento, sem falar nas consequências favoráveis que um investimento dessa ordem poderia representar para a economia do Estado. Por tudo isso continuamos torcendo e acreditando que Pernambuco é a melhor opção para o investimento", disse o diretor da distribuidora de combustíveis Dislub, Humberto Carrilho. Na sua opinião, a instalação de uma refinaria poderia até interferir no preço do combustível que chega ao consumidor final.
O presidente de Suape, Alexandre Albuquerque, disse continuar convencido de que o complexo é a melhor opção para instalação da refinaria e que o aprofundamento dos estudos técnicos irá apontar para isso. "Nenhuma empresa vai investir US$ 2 bilhões sem aprofundamento de estudos. O peso político existe, mas os dados técnicos definirão o local do investimento".
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