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Redução de preços poderá ser adiada
GASOLINA
BRASÍLIA - Os preços da gasolina e do diesel podem não cair o quanto espera o consumidor desde o anúncio da Petrobras de que irá baixar seus preços na refinaria. O Governo não descarta absorver a redução do valores cobrados da Petrobras para fazer engordar o saldo da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e formar um colchão de estabilização para evitar altas bruscas no futuro.
Uma redução de 9% no preço da gasolina na refinaria, valor que circula no mercado, representaria uma alta de 13% na arrecadação da Cide, com um acréscimo próximo de R$ 0,07 sobre os R$ 0,5411 já arrecadados por litro de gasolina e diesel.
Outra alternativa seria o repasse apenas parcial da redução da Petrobras para o consumidor, de forma que a Cide arrecade mais e o preço também caia um pouco na bomba. "Mecanismo de estabilização de preços é para estabilizar. Também ficará estável no momento em que o preço subir", argumentou uma fonte do mercado ao comentar a possibilidade de não haver repasse para o consumidor. Já a redução nos preços para o querosene de aviação (QAV) e para a nafta, produtos sobre os quais não se aplica a Cide, deverão ser confirmadas em aproximadamente 20% na próxima semana.
QUEDA - O comércio de combustíveis registrou queda superior a 10% nos últimos dias, à espera da prometida redução dos preços da gasolina e do diesel. "Percebemos uma redução entre 10% e 20% nas compras dos postos. Todos aguardam os novos preços para fazer pedidos", disse o porta-voz do Sindicom, Alísio Vaz.
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