Jipe cearense ganha melhor acabamento na versão 2003
Jorge Moraes
Da equipe do DIARIO
Divertido e com jeitão americano ( o carro copia o Jeep Wrangler), o Troller, fabricado no Ceará, é um vencedor. Mostrou para o Brasil que carro de fibra não é problema quando o resultado do produto é um "acordo" mecanicamente compatível entre a estrutura da carroceria, uma boa dose de conforto e a parte de força. Você teria um jipe desse na garagem? A conta para quem dispõe de R$ 62 mil é simples: Trocar o conforto de um sedã de passeio pela oportunidade de promover um final de semana diferente. Na praia ou no campo, não importa o obstáculo.
Trilhas radicais à parte, o que leva o consumidor a optar por um veículo robusto, com pouco conforto e praticamente com espaço para três bolsas no porta-malas? Primeiro, o visual atraente, jovem, com a grife do campeonato mundial de rali. Segundo, o carro é do tipo topa tudo na rua e em terceiro lugar, o motor a óleo, 2.8 com 114 cavalos de potência, redução duvidosa, porque os originais 132 (o mesmo propulsor da S10 e Frontier) devem estar mal escondidos.
O Trolleré força na estrada, vai bem, com segurança até os 120 Km/h (a máxima com dois ocupantes está na casa dos 145 Km/h), o motorista conta com o câmbio de cinco marchas preciso, e pouco esforço para o velocímetro, de hodômetro digital, chegar aos 100 Km/h. Tudo isso, claro, deve ser creditado ao acerto da mecânica do propulsor MWM, suspensão e aerodinâmica.
Por dentro, bancos forrados em couro, ar-condicionado, console central para porta-trecos, comandos do painel e chave de seta próximos das mãos. O sistema de som tem boa acústica, os alto-falantes traseiros são fixados no santantonio (barra de proteção). A engenharia do Ceará, caprichou no acabamento e escondeu o excesso de parafusos que existem por trás das cantoneiras das colunas.
A direção hidráulica facilita as manobras no asfalto e na terra, ao contrário da visibilidade que não é o ponto forte do veículo. O acesso ao habitáculo é tarefa que requer certo esforço e se torna desaconselhável para quem sofre de algum problema no joelho.
No mais, motoristae carona conseguem ficar bem a vontade, mas os dois passageiros do banco de trás (o fabricante aponta para três pessoas) sofrem porque viajam em cima do eixo, caraterística de todo jipe, nada de anormal.
ALTURA - Tração nas quatro rodas (inclui a reduzida) que pode ser acionada por um simples botão no centro do painel. O carro pode estar em movimento até 80 Km/h. Para o 4X4 L, é necessário parar o jipe. Pneus 255 x 75 aro 15 polegadas, distância do solo 215 mm, (boa para trilhas radicais) suspensão dianteira com eixo rígido e diferencial descentralizado, na traseira, diferencial central.
No sistema de freio, discos nas quatro rodas. A distância entreeixos é de 2405 mm. No tanque de combustível capacidade para 72 litros, longe do motorista enfrentar a reserva, a média de consumo é 10 Km/l. Para enfrentar verdadeiras trilhas dentro d'água, por exemplo, o Troller respira pelo snorkel, espécie de nariz do motor que fica instalado na coluna A do lado direito e dá um certo charme à arquitetura do jipe.
Faróisquadrados somados aos de neblina (de série), luzes laterais de pisca e lanternas traseiras discretas auxiliadas pela terceira luz de freio são os componentes de sinalização. Na traseira, a tampa do porta malas está separada do párabrisa, abre na parte inferior do pneu de estepe. O vidro é do tipo basculante e separando a união com o teto, para dar o charme, um discreto aerofólio incrementa o visual.