SÃO PAULO - Morreu ontem à noite o comerciante aposentado Amador Cortellini, de 68 anos, que matou o filho Rodrigo, de 26 anos, usuário de drogas, no dia 30 de março. O aposentado morreu de derrame cerebral e estava internado desde o último dia 20. Cortellini matou o filho com um tiro depois de uma discussão em sua própria casa.
O aposentado foi preso e confessou o crime. Para a polícia, Cortellini disse que havia apontado a arma para o filho porque o rapaz havia empurrado a mãe e ameaçava agredir o pai com uma cadeira. Ele foi libertado no dia 1º de abril por ser réu primário, ter residência fixa e problemas cardíacos. Além disso, no entender da Justiça, agiu em legítima defesa, como alegou o advogado.
Ao deixar a cadeia, afirmou que estava arrependido e que preferia ter morrido no lugar do filho. Chorou muito quando reencontrou a mulher e os outros filhos. Amador disse ainda que "um segundo antes de atirar não sabia o que estava fazendo e um segundo depois não conseguia entender por que tinha feito". Há mais de dez anos a família Cortellini batalhava para afastar Rodrigo das drogas e das bebidas. Ele chegou a ser internado em várias clínicas de reabilitação de drogas. Na última delas, ficou nove meses. Segundo vizinhos, o rapaz vivia ameaçando os pais de morte. A família do aposentado tentou lhe dar apoio e não o condenou por ter matado Rodrigo.