Edição de Domingo, 20 de Abril de 2003
 
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Economia

BNDES empresta 14% menos

FINANCIAMENTOS

RIO - O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ainda não deslanchou no governo Lula. É o que mostram as aprovações de empréstimos realizadas pela nova gestão, que caíram 65% no primeiro trimestre de 2003 em relação ao mesmo período do ano anterior.

  Os financiamentos passaram de R$ 10,625 bilhões nos primeiros três meses de 2002 para R$ 3,760 bilhões de janeiro a março deste ano. Esse é o principal termômetro da atividade do banco, o principal financiador de longo prazo do País. Revela a capacidade que a diretoria - capitaneada pelo presidente do banco, Carlos Lessa - tem de analisar e dar o sinal verde para novos empréstimos.

  Em parte, segundo especialistas que preferiram não se identificar, a relativa paralisia é em razão dos problemas com a inadimplência da empresa norte-americana AES e de uma grande reestruturação interna. Quase todos os superintendentes do banco foram trocados. Boa parte dos gerentes foram transferidos de áreas, o que faz com que a nova administração ainda esteja numa fase de adaptação.

  Outro motivo apontado por especialistas para a queda é uma demanda menor por novos financiamentos. As consultas, que refletem o volume de pedidos de empréstimos feitos, recuaram 57% nos primeiros três meses de 2003 em relação a igual período de 2002. Somaram R$ 5,608 milhões. Haviam totalizado R$ 13,127 milhões até março de 2002.

  Com menos empresários querendo tomar empréstimos, o banco tem menos possibilidades de aprovar novas linhas de financiamento. Segundo especialistas, é também um reflexo da redução do nível de atividade econômica no começo deste ano.

  O BNDES emprestou menos nos três primeiros meses deste ano. O volume total de liberações de recursos ficou em R$ 5,4 bilhões. A cifra é 14% menor do que a do primeiro trimestre de 2002, quando os desembolsos haviam sido de R$ 6 bilhões.

  O motivo da redução, segundo o BNDES, é um corte no volume de empréstimos destinados ao Programa Emergencial de Energia, cujo objetivo é compensar as distribuidoras pelas perdas com o racionamento. O programa teve uma concentração maior no ano passado.

 








 

 
 
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