Edição de Terça-Feira, 15 de Abril de 2003
 
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Funasa envia laboratório para o RJ

ANÁLISE

A Coordenação Regional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), de Pernambuco, dará uma importante contribuição para amenizar o drama da população dos municípios do Norte fluminense que tiveram o abastecimento de água potável comprometido por conta do problema da contaminação por metais pesados dos rios Pombas e Paraíba do Sul. O órgão vai enviar para o Rio de Janeiro o seu laboratório móvel de monitoramento e controle da qualidade de água, para ajudar a buscar fontes alternativas de abastecimento d'água nas sete cidades atingidas pelo vazamento de 1,2 bilhão de litros de produtos tóxicos derivados da fábrica de papel Cataguazes, em Minas Gerais. A unidade seguirá hoje às 9h e deverá permanecer por um período de 30 dias circulando nos locais atingidos pela tragédia ambiental, ocorrida no último dia 28 de março.

  Deverão ser analisadas mais de 400 amostras de água de fontes e poços artesianos e freáticos que alimentam redes de abastecimento d'água e podem ter sido atingidas pelo vazamento. A ida da unidade móvel foi solicitada pela Divisão de Engenharia e Saúde Pública da Coordenação da Funasa do Rio de Janeiro. "Faremos exames microbiológios e ficicoquímicos que apontarão quais as fontes temporárias de abastecimento que poderão ser utilizadas", afirmou o chefe da Unidade Regional de Controle da Qualidade da Água da Funasa-PE, Osman de Oliveira Lira.

  A unidade móvel - projetada pela coordenadoria regional de Pernambuco - é dotada de equipamentos responsáveis por exames fisicoquímicos e detecção de algas. O veículo possui também uma estufa bacteriológica, incubadora portátil (para manter a temperatura adequada dos utensílios), reservatório d'água e de esgoto e depósito para resíduos sólidos.

  De Pernambuco, seguirão o técnico de laboratório Adelmo Cavalcanti Félix e o agente de saúde Samuel Andrade Ferreira. No Rio de Janeiro, a equipe será complementada pelo farmacêutico bioquímico Sebastião Werneck. Segundo Werneck, a situação dos municípios é emergencial. "Em algumas cidades a captação foi liberada, mas temos ainda a incerteza sobre a qualidade da água", informou, ontem, por telefone. A Funasa dispõe de outras duas unidades móveis, à disposição nas coordenadorias regionais do Maranhão e do Ceará. Cada uma está avaliada em US$ 66 mil.








 

 
 
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