No começo do ano passado, quando gravou o primeiro piloto do Saia Justa, Mônica Waldvogel ouviu o seguinte aviso de um cameraman: "O pessoal está dizendo que esse programa não dura três meses". O pessoal estava enganado. Esta semana, o programa, uma das maiores audiências do GNT, completa um ano no ar com uma edição especial e muitas promessas de mudanças. "Só quando começaram a chegar os primeiros e-mails de telespectadoras é que fiquei aliviada", conta Mônica. "Até hoje, o que elas mais gostam é de perceber que uma jornalista como eu, ou uma artista como as outras meninas, muitas vezes têm os mesmos problemas e dúvidas que elas".
Na próxima quarta-feira, Mônica e as outras meninas - a roteirista Fernanda Young, a cantora Rita Lee e a atriz Marisa Orth - aparecerão no Teatro Santa Cruz, em Pinheiros (SP), diante de uma platéia de 300 pessoas, festejando o aniversário. Daqui para a frente, uma vez por mês elas querem ter um convidado no estúdio. A produtora Suzana Villas-Bôas conta que em breve o Saia Justa também dará espaço a anônimas, numa seção intitulada Mulherão: "Traremos mulheres comuns, com histórias interessantes, para participar de um dos blocos do programa: pode ser uma motorista de ônibus que deixa os filhos na escola e vai trabalhar, por exemplo".
Há muitas outras idéias na cabeça da mulherada: fazer edições fora do estúdio, ter platéia noutras ocasiões... Mas o novo diretor da atração, Ninho Moraes, conhecido por acompanhar Marília Gabriela há quase 20 anos, joga água na fervura: "Participei da formatação do Saia Justa logo quando surgiu a idéia no GNT e hoje me alegra a sua boa repercussão. A fórmula já está estabelecida, não há motivo para fazer muitas mudanças", assegura o diretor.