Edição de Sábado, 5 de Abril de 2003
 
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Oferta de genéricos é falha no Estado

Estudo indica que farmácias não disponibilizam lista de remédios

A irregularidade na oferta de medicamentos genéricos no Grande Recife é maior que nas regiões metropolitanas das outras capitais. A conclusão é da primeira pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a disponibilização dos genéricos nas farmácias de todo o País. O estudo, apresentado ontem durante um seminário que envolveu entidades de defesa do consumidor no Estado, analisou a situação nas estabelecimentos farmacêuticos do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Cabo de Santo Agostinho e Camaragibe. O trabalho, que começou em outubro do ano passado e durou três meses, pesquisou 373 pontos.

  As principais constatações do trabalho dizem respeito à lista de genéricos que deve ser exposta aos clientes e à presença de farmacêuticos nas farmácias. A lista foi encontrada em 9% dos locais avaliados no Recife e em 11% nos outros municípios. O índice foi o menor entre os das oito capitais pesquisadas. Os outros oscilaram entre 38%, em Florianópolis, e 75%, em Goiânia.

  No caso da presença de farmacêuticos, Recife também apresentou o pior índice. Em apenas 13% dos estabelecimentos foi encontrada o profissional. Já os outros cinco municípios pernambucanos apresentaram 15%.

  "A presença de um farmacêutico é exigida por lei. A necessidade existe porque ele é o único habilitado para realizar a troca do medicamento de referência pelo genérico", explicou Florângela Coelho, economista da Anvisa.

  Presente ao encontro, o diretor da Vigilância Sanitária de Pernambuco, Jaime Brito, garantiu que o órgão iniciará logo os procedimentos para corrigir o problema. "A questão da lista é corrigível. Basta que a fiscalização seja feita do modo correto. As farmácias ficaram relaxadas porque não estão sendo exigidas", disse.

  Em relação à presença dos farmacêuticos, a situação é mais grave. O problema ocorre porque Pernambuco é o estado com maior número de farmácias por habitante. Está existindo uma defasagem no número de profissionais. "São 1.648 farmacêuticos para trabalharem em cerca de 2.800 estabelecimentos. Queremos que se cumpra a lei e, para isso, precisamos aumentar o número de profissionais. Isso depende de uma parceria entre as vigilâncias sanitárias, os sindicatos, o Ministério Público Estadual", afirmou Brito.








 

 
 
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