Edição de Sábado, 5 de Abril de 2003
 
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Polícia solta acusada de matar juiz

FALTA DE PROVAS

SÃO PAULO - Sem provas que apontem sua participação no assassinato do juiz - corregedor Antônio José Machado Dias, ocorrido no último dia 14 -, a polícia de Presidente Prudente soltou ontem à tarde Jaqueline Maria Afonso Amaral, mulher de Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital).

  Ela foi detida no final de semana, quando tentava visitar o marido, preso no Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes. A facção é, segundo a força-tarefa criada para apurar o caso, a mandante do crime. Jaqueline deixou a carceragem da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) às 16h50, acompanhada da mãe e da advogada, sem dar entrevistas.

  "Não obtivemos até o momento nenhuma prova que envolva essa pessoa ao homicídio do juiz Machado", disse o delegado-assistente da DIG, Cacildo Galindo, que afirmou ainda que as investigações serão centralizadas no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). A advogada de Jaqueline, Adriana Cristina Silveira, afirmou que manteve contato com a direção do presídio de Presidente Bernardes para comunicar o fato a Julinho Carambola.

  O Tribunal de Justiça de São Paulo está propondo a transferência temporária para a capital paulista da juíza Cristina Escher, viúva do juiz-corregedor Antônio José Machado Dias, assassinado em uma emboscada no último dia 14. Hoje, ela viajou a São Paulo para discutir o assunto com o presidente do Tribunal, desembargador Sérgio Augusto Nigro Conceição. De acordo com o pai de Cristina, Geraldo Escher, a medida seria tomada por questões de segurança. Segundo ele, a juíza, em princípio, não pretende deixar Presidente Prudente (565 km a oeste de São Paulo).








 

 
 
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