Mulheres Apaixonadas
História de Manoel Carlos é sempre história de amor. Aliás, um punhado delas. E, como na vida real, algumas dão certo, outras não. É para demonstrar isso, e para alimentar os prováveis 200 capítulos de Mulheres Apaixonadas, que o autor fez balançar os relacionamentos de diversos de seus personagens, a começar pelo dos protagonistas, Helena (Christiane Torloni) e Téo (Tony Ramos). Nesta fase da novela, estão na mesma situação Heloísa (Giulia Gam) e Sérgio (Marcello Antony) e Sílvia (Natália do Vale) e Afrânio (Paulo Figueiredo).
"Todo casamento passa por crises, até os mais felizes. Sou testemunha do próprio casamento dos meus pais, que durou mais de 60 anos e teve vários altos e baixos. Isso não impediu que ficassem juntos até o fim, morrendo um com 92 e outro com 89 anos. Casamentos se salvam por amor e também por conveniência. Quando é por amor, tudo bem, mas por conveniência dificilmente volta a ser feliz. Os filhos, por exemplo, seguram muitos casamentos infelizes. Tentarei mostrar todos esses exemplos", diz Manoel Carlos, que é casado pela terceira vez.
Helena e Téo, por exemplo, estão separados, para que ela finalmente possa reviver sua paixão por César (José Mayer). Mas pode ser que voltem a se unir - por causa de duas crianças. É que, antes de morrer, vítima de uma bala perdida, Fernanda (Vanessa Gerbelli) revelará a Helena que Lucas (Victor Curgula) é filho de Téo. E uma das possibilidades é que a professora, comovida com a situação da agora órfã Salete (Bruna Marquezini), leve a irmã de seu filho adotivo para casa. Daí para a reconciliação com Téo pode ser um pulo. Tony Ramos, porém, acha que esta possibilidade é remota: "Nesse momento, o Téo está perdido e acha que é possível se reconciliar com a mulher. Só que Helena não pensa mais nisso; acha que já tentou tudo o que podia. Mas o Maneco é surpreendente, não se sabe o que ele reserva para a reta final".
Já para Heloísa e Sérgio há luz no fim do túnel. Esta semana, o arquiteto decidirá viajar a trabalho e dirá à mulher que o casamento deles sópoderá ser salvo se ela controlar seu ciúme. Vai ser por isso que mais tarde, aceitando uma sugestão de Hilda (Maria Padilha), Heloísa decidirá procurar um grupo de apoio a mulheres que amam demais. "Sérgio se sente sufocado pela Helô, e ainda tem o fato de ele querer ter filhos e ela, não. Mas os dois se gostam", diz Marcello Anthony, que vive o Sérgio. "Crises fazem parte das relações. Muitas vezes elas servem para fazer o casamento voltar a florescer com bases mais fortes". A união de Sílvia e Afrânio é que dificilmente terá salvação.