Edição de Segunda-Feira, 17 de Março de 2003
 
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Texturas que remetem à Provence

No Sul da França, a região da Provence sempre contou com camponeses que, desde o século XVII - mesmo dispondo de pouco dinheiro -davam às suas casas uma decoração próxima daquela encontrada nos palácios. Eles maquiavam os defeitos da madeira barata com uma pátina em tons claros, dando aspecto antigo às peças. Sem saber estavam lançando estilo: o provençal. Um altertnativa boa e com custo reduzido para quem deseja iluminar e renovar o ambiente. Usada aqui, em área também litorânea, é perfeita, porque recupera elementos locais como cestos de vime, objetos em latão e toalhas bordadas no mix entre o cenário típico de Grasse ou Marselha e a cultura nordestina.

  O primeiro passo para quem quer um aparador, sofá em madeira ou mesa de cozinha com ares do lugar que seduziu o pintor Vincent Van Gogh e a diva Jackie Onassis. é escolher a peça que vai receber a pátina. "Pode ser um móvel que está há muito tempo na família ou algum capturado em antiquário. O legal é que o desenho dele faça uma remissão ao passado", sugere a artista plástica e decoradora Ana Paula Moniz, que trabalha com técnicas de textura. Ela mesma já usou o desgastado para dar a cara de rusticidade que o campo e a praia pedem.

  "Trabalhando com a pátina provençal, nem chego a invernizar o que produzi. Apenas encero com cera Poliflor, mantendo o aspecto de antigo", lembra Ana. Tudo começa com uma tinta sobre a madeira, que pode estar lixada ou não. "A quantidade de mãos a serem dadas vai depender do efeito desejado. Se passar várias, na hora de desgastar, o descascado vai ser bem aparente, mais real", ensina. A lixa vai ser empregada com mais força em alguns detalhes. "Os que não são profissionais, devem optar pela tinta PVA branca, que não traz dificuldade de tratar. Os que já tem experiência podem inventar coisas super elaboradas, com cores muito fortes", completa.

  Por já conhecer todas as possibilidades de finalização dessa pátina, ela chega a criar uma Provence tropical, cheia de cor. "Passo uma camada de vermelho, sempre com pincel de pêlo curto. E em seguida uso vela como um selante. Depois emprego um azul, e até uma terceira cor. Sempre esfregando a parafina entre uma mão e outra. Ao lixar, terei uma junção de cores", observa Ana Paula. Como complemento, desenhos feitos com estencil, que são moldes de acetato vazado, conseguidos em lojas de pintura. Os traços de flores, frutas e ramagens, bem bucólicos, podem ser feitas à mão livre. Sem esquecer de desgastar depois, para igualar todas as partes.

  Se não existe o interesse em fabricar a própria Provence, a Tok&Stok traz uma linha completa com esse nome. As tonalidades são bem suaves, com estampas campestres e traz até sachês de erva cidreira e lavanda para resgatar o cheiro dos campos floridos. Ele vem com as capas de almofadas Dessin Sachet Cidreira ou Lavanda (R$ 19,00). Ou as fronhas (R$ 36,50) do mesmo nome em 100% algodão. As toalhas saem por R$ 8,50. Nos móveis, a cadeira na cor branca, com desgaste nas bordas (R$ 240,00). A estante custa R$ 573,00, a mesa retangular (R$ 439,00) e aparador:R$ 305,00.

  Para o quarto, a escrivaninha fica em R$ 394,00. O projeto vai ficar mais autêntico se você adotar símbolos como a cigarra (la cigale) em louça Limóges ou, qualquer outro material, e um plaquinha com a frase "Lou souleú mi fa canta", que em dialeto provençal significa: O sol me faz cantar. Sem esquecer de espalhar ramos de ervas aromáticas, secas, pela casa..(P. R)

Serviço

Ana Paula Moniz (artista plástica) - 3478.4830
Tok&Stok - 3467.5661








 

 
 
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