(Atualizado no dia 16/03/2003)
 
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Saúde

Recife abre campanha de osteoporose

Dúvidas sobre a doença, que atinge mais as mulheres, podem ser tiradas hoje, no Parque da Jaqueira

Quem for ao Parque da Jaqueira neste domingo terá acesso a uma série de informações sobre a doença que atinge nada menos que oito milhões de mulheres no Brasil: a osteoporose. Com atendimento ao público e palestras, será aberta no parque, às 9h, a Campanha Nacional de Prevenção à Osteoporose, realizada pela Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica, com patrocínio do Ministério da Saúde. O evento estará sendo lançado simultaneamente no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília.

  A programação vai durar até as 16h. A primeira palestra (Conhecendo a Osteoporose) começa às 10h, e será dada pelo coordenador da campanha em Pernambuco, o endocrinologista, Francisco Bandeira. Segundo o especialista, que também é coordenador do Serviço de Endocrinologia do Hospital Agamenon Magalhães, unidade pública de referência no tratamento da doença, o Brasil ainda é carente de dados estatísticos sobre o mal. "Sabemos que pelo menos 30% das mulheres acima de 50 anos têm a doença", salientou.

  A osteoporose é definida pelos médicos como uma doença silenciosa. Os sintomas só ficam evidentes, na maioria dos casos, quando a pessoa sofre uma fratura sem trauma. Nesse ponto, a patologia já está em estado avançado. "A fratura sem trauma ocorre porque os ossos estão enfraquecidos pela doença", explica Bandeira. Daí, a importância da prevenção. O exame de densitometria óssea é o único método capaz de fazer o diagnóstico precoce do problema.

ALVO - A doença afeta mais as mulheres, especialmente se forem brancas, pequenas e magras. Entretanto, os homens também podem ser vítimas do problema. Estima-se que uma em cada três mulheres e um em cada seis homens com mais de 70 anos tenham tendência a desenvolver a doença. Uma das conseqüências mais graves da osteoporose é a fratura de cólo de fêmur. Estatísticas norte-americanas dão conta de que 24% das pessoas com mais de 50 anos que sofrem esse tipo de fratura vão a óbito em um período de um ano. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2050 haverá um aumento donúmero de fratura de quadril - em âmbito mundial -, de 1,7 milhão para 6,3 milhões, o que tem preocupado as autoridades de Saúde.

  Na sequência da programação no Parque da Jaqueira, o endocrinologista Gustavo Caldas falará, às 11h30, sobre o diagnóstico da osteoporose através do exame de densitometria óssea. Às 14h, será a vez do médico Wellington Saraiva, com a palestra Como evitar fraturas; às 15h30, o evento será encerrado com a palestra O papel do exercício físico e da alimentação no combate à osteoporose.








 

 
 
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