Edição de Segunda-Feira, 17 de Março de 2003
 
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Pacifista norte-americana é morta

FAIXA DE GAZA

CIDADE DE GAZA - Um buldôzer do Exército de Israel atropelou, ontem, uma mulher norte-americana que tentava impedir a demolição de um prédio durante operação militar israelense na Faixa de Gaza. Pelo menos um palestino também morreu na ação. O assassinato - o primeiro de um pacifista estrangeiro em 29 meses de confrontos entre israelenses e palestinos - ocorre num momento em que as partes em conflito discutem sobre os termos de um plano de paz apoiado pelos Estados Unidos para acabar com a violência e estabelecer um Estado palestino soberano e independente.

  Rachel Corrie, 23 anos, uma estudante universitária de Olympia, Washington, tentava impedir a demolição de um prédio no campo de refugiados de Rafah, na Faixa de Gaza. Ela morreu no hospital, disse o médico Ali Moussa. "É um acidente lamentável", disse o capitão Jacob Dallal, um porta-voz do Exército. "Estamos lidando com um grupo de manifestantes que age de forma muito irresponsável, colocando todos em risco", acusou o militar israelense.

  Greg Schnabel, 28 anos, disse que quatro norte-americanos e quatro britânicos estavam tentando conter os soldados israelenses e evitar que demolissem o edifício pertencente ao médico Samir Masri.O motivo da demolição é incerto. Nos últimos meses, Israel vem demolindo com freqüência as propriedades de palestinos suspeitos de militância.

  "Corrie foi a primeira pessoa pertencente ao Movimento de Solidariedade Internacional a morrer no conflito, que já custou a vida de mais de 2.200 palestinos. Sua morte deveria ser uma mensagem ao presidente Bush, que fornece tanques e buldôzeres a Israel, mas que agora estão matando seu próprio povo", comentou Mansour Abed Allah, um defensor dos direitos humanos que presenciou a morte de Corrie.








 

 
 
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