Edição de Segunda-Feira, 17 de Março de 2003
 
Início Diario de Pernambuco Economia Sindicalistas reagem

Diario

Índice Geral
Expediente
Ed. Anteriores
Assinaturas
 

Cadernos

Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista na TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis

 

Serviços

Loterias

 

Economia

Sindicalistas reagem

SÃO PAULO - Cerca de mil sindicalistas ligados a 27 entidades de servidores públicos federais, estaduais e municipais, divulgaram ontem em São Paulo, documento por meio do qual acusam o Governo de "quebrar um pacto social com o funcionalismo ao propor uma reforma previdenciária baseada na supressão de direitos e na criação de fundos privados".

  Velhos, "companheiros de luta" e militantes sindicais propuseram radicalizar o movimento. Muitos defendem a greve. Usando palavras de ordem que Luiz Inácio Lula da Silva adotou desde os primórdios do PT, as lideranças sindicais pregam "empurrar o governo contra a parede para impedir tamanha lesão aos direitos do funcionalismo".

  O documento dos sindicalistas, intitulado "carta de princípios" foi distribuído durante o lançamento do Fórum Paulista das Entidades em Defesa da Previdência Social - maior mobilização dos servidores públicos desde que o Governo Lula abriu o debate sobre a reforma.

  Cópias da carta serão levadas ao Congresso, aos ministros e ao Palácio do Planalto. Faixas estendidas pelas entidades traziam advertências sobre a radicalização do movimento. "PL-9, arquivamento ou greve", exigem os ativistas, em alusão ao projeto já em tramitação na Câmara.

  A "carta de princípios" adverte o Governo de que "não se pode falar em reforma da Previdência sem abordar a fraude, a sonegação e os benefícios fiscais originários dos generosos acordos de parcelamento de dívidas". Os trabalhadores públicos desafiam "o novo Governo a determinar uma ampla e profunda auditoria, com o acompanhamento das entidades representativas, para que a sociedade possa conhecer a real situação da previdência".

  Os líderes do funcionalismo destacaram estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), que revela que a grande maioria dos estados e parte considerável dos municípios, ainda pratica alíquotas reduzidas de contribuição previdenciária. Na maior parte dos casos, as alíquotas dos servidores estaduais são inferiores às dos federais. Apenas o Amazonas e Pernambuco praticam alíquotas superiores, e apenas nove estados descontam o mesmo que a União (11%).

 


Voltar






 

 
 
Sua Opinião


Copyright 2001 - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br