Fãs do Manhattan Connection exigiram a volta da atração, que reestréia hoje, às 23h, no canal GNT
Culparam a alta do dólar, a instabilidade da economia brasileira, o pouco interesse dos anunciantes pela TV paga. Mas os fãs do Manhattan Connection não quiseram saber. Exigiam que o programa, ameaçado de extinção em dezembro, continuasse no ar. Atendendo a pedidos, e graças a um esforço conjunto do GNT e dos co-produtores do programa, Lucas Mendes e Lúcia Guimarães, o Manhattan reestréia hoje, às 23h. E vai comemorar seus dez anos de existência em grande estilo: será transmitido ao vivo e terá a participação de Sônia Nolasco, viúva de Paulo Francis, na mesa, e de Nelson Motta, em vídeo. "Valeu a luta", diz a diretora do GNT, Letícia Muhana. "A primeira edição comemora o aniversário e o renascimento do programa. Mas também falaremos de atualidades e cultura".
Por atualidades, entenda-se a possibilidade de uma guerra entre os Estados Unidos e o Iraque. O ponto alto promete ser a exibição de uma coletânea de frases polêmicas proferidas por Francis. "Vamos mostrar os comentários que ele fez após o primeiro atentado ao World Trade Center, em 1993. Ele dizia que os radicais ortodoxos deveriam ser incinerados", conta Mendes.
Na reestréia, a mesa terá a composição de sempre: Arnaldo Jabor, Caio Blinder, Lúcia Guimarães e Lucas. Mas, aos poucos, o bate-papo tomará nova forma. No fim do mês, o economista Ricardo Amorim, que já esteve no programa como convidado, passará a fazer parte do quadro fixo. E, mais tarde, será preciso procurar um substituto para Jabor, que deixará a atração até junho. "A performance do Ricardo no vídeo me encantou", diz Letícia Muhana. "Não é fácil falar de economia com tanta clareza e propriedade. Outra novidade é um quadro que mostrará imagens do agito noturno em Nova York, captadas por aspirantes a cineastas".
Primeiro programa feito para a TV paga no Brasil, o Manhattan Connection começou com Paulo Francis, Nelson Motta, Caio Blinder e Lucas Mendes. Ganhou diversos similares e acabou se tornando, sem exagero, referência em várias partes do mundo.