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Investigação pode atingir Geddel
GRAMPO
SÃO PAULO - A investigação do envolvimento do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no caso das escutas telefônicas ilegais realizadas pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia pode respingar em seus adversários políticos. Esse é o caso do deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), um dos que tiveram o celular grampeado.
A senadora Heloísa Helena (PT-AL) disse que vai solicitar junto à Comissão de Fiscalização e à Corregedoria do Senado a investigação sobre o conteúdo das gravações. "Se existem denúncias que podem caracterizar crime contra a administração pública, abuso de poder e tráfico de influência, elas devem ser investigadas", disse a senadora em entrevista por telefone.
A edição desta semana da IstoÉ mostra que ACM teria feito uso político das gravações para denunciar seus adversários políticos. No ano passado, o senador enviou cartas a ministros do Governo Fernando Henrique Cardoso denunciando supostas irregularidades cometidas por seus adversários na Bahia. Uma conversa entre Geddel e o então presidente FHC teria sido grampeada. Nela, o deputado teria pedido a interferência do então presidente para viabilizar a liberação de R$ 20 milhões do Orçamento.
Logo depois do grampo, ACM enviou uma carta ao então ministro do Planejamento, Guilherme Dias, em que faz um apelo para que ele se "acautele contra o cerco e a pressão de alguns agatunados da política baiana que tentam usar verbas do Orçamento da União para financiar suas campanha políticas".
A carta enviada para a Corregedoria Geral da União denuncia que verbas destinadas à agência de publicidade Link, para uma campanha de educação no trânsito, seriam "carreadas diretamente para o PMDB baiano, na pessoa do deputado Geddel Vieira Lima".
pedido - Heloísa Helena não quis comentar se o pedido de investigação do conteúdo das gravações é atingir Geddel. "Não podemos tomar conhecimentos de fatos e não fazermos nada. Hoje, a senadora disse que defenderá durante uma reunião com a bancada do PT a apresentação de uma representação para abertura de inquérito para cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar contra Antonio Carlos Magalhães.
Segundo ela, a reportagem da IstoÉ reforça os indícios do envolvimento de ACM com o caso do grampo. "Há a caracterização do abuso e da quebra do decoro parlamentar."
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