Oftalmologia
Um mini-hospital móvel com autonomia para realizar 150 cirurgias oftalmológicas durante uma semana, sem precisar de reabastecimento, vai iniciar suas operações a partir desta segunda-feira. O projeto, que começou a ser viabilizado há três anos entre o Rotary Internacional e a Fundação Altino Ventura, custou US$ 250 mil e vai beneficiar pacientes carentes de todo o Interior do Estado, que não têm condições de se deslocar até a Capital para se submeter, por exemplo, a cirurgias de catarata.
Supermoderno, o ônibus tem doze metros de largura e 80 de comprimento, é termicamente isolado e com capacidade para transportar 750 litros de água potável, podendo armazenar 450 litros de água servida, sem o perigo de contaminar o ambiente. "Lá temos dois microscópios cirúrgicos e outro especular, além de dois equipamentos para cirurgia de catarata", adianta o vice-presidente da Fundação Altino ventura, Ronald Cavalcanti.
Toda a estutura, que vai funcionar sem nenhum custo para a população, será operada por três médicos, uma enfermeira, três técnicos e o motorista, que também é técnico na parte hidráulica e elétrica do ônibus. Um gerador de 12,5 kilowatts é suficiente para refrigerar o veículo, manter um circuito fechado de TV, que pode inclusive transmitir as cirurgias para outros locais do Brasil e do Mundo, além dos autoclaves rápidos da sala de esterilização, capaz de atender a demanda de 40 cirurgias por dia.
O ônibus foi doado pelo Rotary Club do Recife à Fundação Altino Ventura, que há 16 anos atende pessoas carentes no tratamento da visão, e deverá ficar cinco anos a serviço da FAV. O primeiro atendimento da unidade móvel será no abrigo Cristo Redentor, em Jangadinha.