Nostalgia
Rosa Rebelde, de Janete Clair, estreou em 1969, às 20h, na Rede Globo, com direção de Daniel Filho e Régis Cardoso. A idéia inicial da autora era reescrever uma história transmitida pela rádio Nacional, Rosa Malena. Porém, Glória Magadan, que supervisionava as novelas da emissora, topou a idéia, mas pediu que a trama fosse adaptada para a Espanha dos tempos napoleônicos. Então, surgiu Rosa Rebelde.
Era também a volta do par romântico Tarcísio Meira e Glória Menezes, que esteve separado em Passos dos Ventos e em A Gata de Vison. A autora consolidou de vez o horário que ficou conhecido como o da novela das 20h. Tarcísio era o orgulhoso tenente Sandro de Aragão, oficial do exército de Napoleão (Moacyr Deriquém) e fazia parte das tropas de ocupação da Espanha. Porém, Rosa Malena (Glória), mulher alegre e extrovertida, acompanhada do menino Pablito (Roberto Argolho) e da amiga Conchita (Djenane Machado), liderava os rebeldes espanhóis e acabou se infiltrando na corte e apaixonando-se pelo tenente Sandro.
Nesta novela, a capacidade da autora em superar crises seria mais uma vez testada, como relatado no livro Perfis do Rio: Janete Clair, do jornalista Artur Xexéo. O último capítulo estava pronto para ser gravado e a autora já trabalhava em sua nova trama, Véu de Noiva, quando a emissora de São Paulo pegou fogo. Todas as produções paulistas foram transferidas para a sede da Globo no Rio. Naquele momento seria impossível iniciar a produção de uma nova novela, portanto, o jeito foi continuar aquela.
A autora escreveu mais cem capítulos, dando um salto de 20 anos. Tarcísio e Glória passaram a interpretar dois personagens cada um: o casal Sandro e Rosa Malena, e os filhos destes: Simone e Fernando de Aragão, que formavam o novo par romântico. Rosa Malena, para desespero do tenente, estava desaparecida e acabava reaparecendo desmemoriada, mas somente nos últimos capítulos. Esta foi a última novela no estilo dramalhão da Rede Globo.