Isabela Cribari é a nova superintendente do Instituto de Cultura da Fundaj, que estará maior na nova gestão com a incorporação da Massangana Multimídia, antes pertencente à Escola de Governo. Com atuação concentrada no setor audiovisual, Isabela produziu três curtas-metragens e mais de 130 documentários, além de ser professora e consultora do instituto Dragão do Mar (CE) e participar ativamente de discussões sobre política cultural.
Mesmo sem conhecer toda a estrutura do novo ambiente de trabalho, ela já traçou alguns planos, que começam pela ampliação do acesso da população aos projetos do Instituto. "Muita gente não adquire cultura porque não tem dinheiro", lembra. A nova superintendente acha essencial abrir o diálogo com as entidades representativas de classe para estabelecer os programas de acordo com as necessidades do meio cultural local. E pensa que os projetos culturais da Fundaj devem estar sintonizados com os das outras áreas, pois a cultura é estratégica para o desenvolvimento econômico e social.
Para o Cinema da Fundação, Isabela vai estudar formas de atrair um público que não possui condições econômicas, incluindo crianças e pessoas que nunca entraram numa sala de projeção. O novo presidente Fernando Lyra defende que "o cinema é o que melhor funciona na Fundação", e garante que não quer mexer na equipe atual.
Ela quer tornar a Massangana Multimídia mais acessível ao meio audiovisual e expandir a produção de documentários. "O que é público tem que ser disponível", defende, lembrando que os equipamentos da instituição poderiam estar à serviço de projetos independentes.
Submetida ao Instituto de Cultura, a Editora Massangana terá como novo diretor o jornalista e escritor Mário Hélio, colunista do DIARIO. Admirador do trabalho de Leonardo Dantas da Silva (seu antecessor), Hélio, que atualmente também é editor da revista Continente Multicultural, ainda não definiu como será sua linha de atuação. "O fundamental é realizar um trabalho com a equipe coesa, seguindo as diretrizes traçadas pela instituição. Não vou executar um projeto pessoal meu, mas da Fundaj", diz.
Fernando Lyra, por sua vez, já adianta, em linhas gerais, que a Massangana não deve ficar limitada a Pernambuco. "As publicações são de alta qualidade, mas precisam de maior circulação nacional", afirma. O aumento do número de publicações também está nos planos. Na análise de Mário Hélio, esta será uma boa oportunidade para refletir sobre questões como uma política de publicação: "No caso de Leonardo, isso já existe. A alma dele é a pesquisa histórica e a contribuição dele à editoração já começou antes da Massangana", cita.