BRASÍLIA - O futuro ministro dos Transportes, Anderson Adauto, estuda a hipótese de nomear um militar para o comando do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), o substituto do DNER. O departamento passa por um momento delicado em que, das suas 65 obras principais, apenas quatro foram concluídas e 29 estão paralisadas.
Na segunda-feira, Adauto se reunirá com o ministro da Defesa, José Viegas, para costurar um convênio que viabilize o uso das Forças Armadas na fiscalização e na execução de obras. Segundo o futuro ministro, a indicação de um militar seria uma demonstração pública de que o setor, alvo de freqüentes denúncias, será moralizada.
SIMBOLOGIA - "Estou inclinado a nomear um representante das Forças Armadas para a direção do DNIT. Seria emblemático", afirmou Adauto. Independentemente da decisão - que requer ainda aval de Viegas e do próprio presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva - será fechado um acordo de cooperação entre os dois ministérios. Segundo Adauto, os batalhões de engenharia e construção do Exército atuarão na elaboração de um cadastro de preços por região: "As Forças Armadas serão fundamentais para sabermos o custo real das obras no setor rodoviário".