Edição de Quarta-Feira, 1 de Janeiro de 2003
 
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Economia no cartucho genérico

Suprimento

Quando a gente fala em comprar cartuchos para a impressora, pensa logo no preço, salgadinho que só ele. Alguns chegam a custar R$ 120, como o modelo colorido da Epson Stylus Color 640. A média de preço fica em torno de R$ 70 a R$ 80, o colorido, e entre R$ 50 a R$ 70, o preto. Uma boa saída para economizar é partir para os cartuchos genéricos, que estão nas prateleiras com um preço cerca de 30% menor.

  De acordo com dados de fabricantes e do varejo, são consumidos mais de 26 milhões de cartuchos por ano no Brasil, sendo que 15% deles são produtos compatíveis. Vale lembrar que existe uma diferença entre os modelos compatíveis ou genéricos e os remanufaturados ou reciclados. Esses são aqueles em que um cartucho original já utilizado é preenchido com tinta novamente (a gente vê cartazes espalhados por toda cidade com pessoas que compramos cartuchos usados). É um processo artesanal e o controle de qualidade é discutível, o que pode causar danos ao mecanismo do produto.

  Podem ser encontradas nas lojas, pelo menos, quatro marcas de cartuchos genéricos - a Maxprint, Helius, Extralife e Katun -, compatíveis com os originais mais vendidos. Os fabricantes garantem que eles são produzidos dentro das especificações de cada fabricante de impressora. A Maxprint, por exemplo, possui 45 modelos compatíveis com as impressoras das marcas Epson, Canon e HP e também oferece toners compatíveis com Lexmark e HP.

  Mas a diferença de preço entre os originais e os genéricos não deve ser o único ponto a ser levado em consideração na hora de comprar os cartuchos. A depender da necessidade de impressão, talvez seja melhor comprar o original mesmo. Numa impressão simples, como trabalhos de textos, os genéricos são uma boa escolha, a qualidade é igual a do original. Mas se for para trabalhar com imagens, a história pode mudar um pouco.

  Com a impressora usando cartuchos alternativos, os resultados podem não ser satisfatórios. Os fabricantes de impressoras para fotografias, por exemplo, insistem para que os usuários não utilizem os genéricos. A recomendação tem uma razão de existir. Essas impressoras são afinadas exatamente com a tinta que se deve usar e a troca pode afetar a qualidade. Mesmo nas impressoras que não são especializadas em fotografias, a diferença na qualidade é notória, de acordo com o usuário André Silva. "Com a utilização dos genéricos a imagens ficam piores", afirma.


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