Programas e sistema online tentam traduzir tudo
Luiz Carlos Pinto
Da equipe do Diario
Vivemos em um estágio da história que nos transforma em cidadão do Globo. Por isso consumimos coisas do mundo inteiro, vendo a CNN, no shopping comprando Gucci ou Yves Saint Laurent, jogando Sony ou Atari (e pelo planeta, todos querem nosso futebol). Com a internet, então, navegamos em qualquer endereço do mundo. A comunicação só não é mais intensa, no entanto, porque são mantidas as barreiras que a língua ainda estabelece. Ainda.
A tecnologia não chegou definitivamente lá, mas não faltam tentativas, com alguns erros e muitos acertos buscando livrar os mortais da síndrome da Torre de Babel. São tradutores online, alguns associados a grandes endereços de busca, como o Google e o Alta Vista, e outros sistemas eficientes que trabalham em modo solo, off line nos micros dos usuários.
A notícia ruim é que ao final de vários testes, tanto em softwares pagos como em programs gratuitos (são vários, nessa rubrica), a conclusão a que chegamos é que traduzir um texto completo, mantendo o seu sentido, é mais difícil do que simular uma perseguição entre terroristas e policiais no Counter-Strike ou solucionar cálculos que envolvam grande complexidade, como ocorre nos efeitos especiais do cinema.
A notícia boa é que aqueles que estão estudando uma nova língua, de preferência o inglês, têm nos tradutores uma ferramenta útil no apoio da memória que pode falhar na tradução de determinada palavra ou no enriquecimento do vocabulário. O programa Babylon, por exemplo, tem uma função na qual o usuário vai armazenando seu vocabulário. Isso, além de possibilitar a importação de um centena de textos para enriquecer o vocabulário do próprio software.