Jynx corrige bugs com 5 mil jogadores no terceiro beta-teste e se prepara para lançamento comercial
Eduardo Sol
Da equipe do DIARIO
Com previsão de ser lançado comercialmente no próximo mês, o jogo online Futsim (www.futsim.com.br), da empresa pernambucana Jynx Playware, passou em seu último e decisivo teste: a terceira fase beta de seu game. O Beta 3 do Futsim está no ar, desde novembro, e conta com cinco mil participantes cadastrados, o maior número de beta-testers que a Jynx já reuniu experimentando seu sistema. O DIARIO testou o jogo e verificou que a estabilidade do sistema vem aumentando a cada dia e que falta pouco para o jogo ficar perfeito e virar febre entre os fãs de games brasileiros.
O Futsim é um simulador de técnico de futebol e administrador de clube. Ao se jogá-lo, pode-se contratar, escalar, treinar e decidir a técnica do time de futebol escolhido. Existem torneios, que são realizados com outros jogadores, em situação que, através de um sistema que utiliza inteligência artificial, procura imitar a realidade. Além da missão técnico, deve-se desempenhar atribuições de dono de clube, com negociação online para compra evenda de jogadores.
Para o teste, a reportagem do DIARIO se cadastrou no sistema e esperou a convocação para o Beta 3. Por um descuido pessoal - recebi a convocação de cadastramento, mas não chequei o email a tempo - , acabei ficando com o desacreditado Botafogo/PB, no Mundo 1 - o sistema é dividido em dezenas de mundos, com 60 clubes cada um - 20 clubes por divisão. O Botafogo/PB está na terceira divisão, mas a disputa em si foi na Liga Norte/ Nordeste/ Centro Oeste.
Falhas - No início da competição, houve muitos bugs, sobretudo nas principais ferramentas do jogo, como a visualização das partidas, permitindo que o técnico, numa hora marcada do dia - geralmente pela manhã - possa ver a partida em tempo real, fazendo as devidas alterações. Outra falha que prejudicou bastante os clubes em formação foi a impossibilidade, por várias rodadas, de ver o time e, consequentemente, escalar jogadores, promovendo-os ou mandando-os para o banco de reserva.
Do meio da competição até seu final - início de dezembro-, o jogo passou a ter mais estabilidade. "Houve 150 bugs corrigidos e melhorias realizadas no sistema nesse período, e outras 30 melhorias ainda estão para ser feitas", disse um dos responsáveis pelo Futsim, Scylla Costa. Bem ou mal, consegui contratar alguns bons jogadores e montei uma equipe competitiva. Pouco a pouco, fui subindo na tabela e terminei a liga em segundo lugar, atrás apenas de um Vitória chato e imbatível, e na frente dos grandes pernambucanos, Náutico, Santa Cruz e Sport.
Cartolagem - A boa campanha do Botafogo/PB, porém, teve seu preço: o time ficou financeiramente arruinado. A mistura de salários altos com receitas baixas, vindas exclusivamente de bilheteria fizeram o caixa minguar e tive que me desfazer de vários jogadores, enfraquecendo a equipe para a Terceirona. O principal problema é que várias possibilidades de receitas não estão ativas, como a venda de prismas, a busca de patrocínio e a venda da imagem para a TV. E o que é pior: o cartola não pode decidir se paga ou não o jogador, pois os salários são descontados na fonte - longe da realidade cruel do futebol brasileiro.
"Como já corrigimos a parte de visualização dos jogos, agora olharemos com mais atenção para o setor financeiro, que terá várias melhorias", disse Costa. Ele promete ainda que as dívidas serão perdoadas. Mesmo assim, estou, até o momento, na liderança da Terceira Divisão do Mundo 1. Com bolso cheio, ninguém vai segurar o Bota!