Edição de Quarta-Feira, 1 de Janeiro de 2003
 
Início Diario de Pernambuco Economia Caixa quer mais poder no conselho

Diario

Índice Geral
Expediente
Ed. Anteriores
Assinaturas
 

Cadernos

Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista na TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis

 

Serviços

Loterias

 

Economia

Caixa quer mais poder no conselho

COMPESA

A Caixa Econômica Federal está exigindo maior poder no Conselho de Administração da Compesa para fechar o contrato de promessa de compra e venda de ações, no valor de R$ 138 milhões, assinado em 1999 com o Governo do Estado. Entre as exigências está a proibição da estatal de saneamento contratar empréstimos e realizar operações financeiras, além de maior participação na diretoria da empresa estadual. O Governo estadual se nega a alterar o acordo de acionistas porque considera que não poderá ceder poderes que são inerentes ao Estado.

  Ontem, a Caixa publicou uma nota nos jornais, na qual transfere ao Governo do Estado a responsabilidade pela não conclusão do contrato. Na nota, o banco federal coloca como indispensável serem atendidas exigências legais pelo Poder Executivo. Se refere à Lei Estadual nº 12.255, na qual os deputados autorizaram a alienação das ações da Compesa, desde que seja com deliberação prévia da Assembléia Legislativa. O DIARIO procurou a direção da Caixa através da Assessoria de Imprensa, em Brasília, mas não conseguiu contato.

  O secretário executivo da Comissão de Reforma do Estado, Hélio Oliveira, disse que a Procuradoria Geral do Estado não vê necessidades em pedir nova autorização à Assembléia para concluir a operação. Segundo ele, o contrato com a Caixa é o mesmo e não há porquê cumprir novo ritual legislativo. Mesmo assim, o Governo do Estado admite na convocação extraordinária da Assembléia Legislativa encaminhar novo projeto de lei pedindo a autorização para transferir 21% das ações da Compesa à Caixa. "Se for confortável para a Caixa podemos remeter à lei", disse.

  Ele destacou, no entanto, que a nova proposta para o acordo de acionistas feita pela Caixa é inaceitável pelo Governo. "Eles colocaram muitos condicionantes que nós discordamos". Se refere ao poder de veto na apreciação de novas operações de crédito pela companhia de saneamento. Oliveira disse que o Estado cumpriu todas as etapas legais do processo, tendo realizado desde a audiência pública no Condepe comunicando a venda das ações até o leilão, suspenso porque não houve compradores.

  Diante do impasse, o Governo entra o ano 2003 com o contrato aberto com a Caixa. Mesmo assim, a Comissão de Reforma do Estado considera que não haverá prejuízos financeiros aos cofres públicos. (R.F)

 








 

 
 
Sua Opinião


Copyright 2001 - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br