Edição de Quarta-Feira, 1 de Janeiro de 2003
 

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Torre de som cai e fere menina no Rio

Estudante de onze anos foi atingida na barriga em Copacabana, mas não corre risco de morrer

RIO - A estudante Maria do Carmo Oliveira Silva, de 11 anos, foi atingida na barriga pela estrutura metálica da torre de som do palco localizado na Avenida Atlântica, em frente à Rua República do Peru, no Posto Três em Copacabana. Neste palco, aconteceu, à noite, o show do cantor Jorge Benjor.

  A menina está em observação no Hospital Miguel Couto, mas, segundo os médicos, não corre risco de morte. Ela foi à praia em companhia dos pais e do irmão, um bebê de onze meses. Segundo banhistas, ventava muito na hora do acidente e a estrutura da torre não estava amarrada com os cabos de aço, como as outras localizadas no palco.

  Perto dali, a apenas 20 metros do local do acidente, outra torre de som caiu, devido aos fortes ventos, mas logo foi reerguida. Representantes da empresa responsável pela montagem dos palcos prestaram depoimento na 12º Delegacia (Copacabana).

socorro - Segundo o tenente da equipe de bombeiros que a socorreu, Leandro Monteiro, ela foi levada para o Hospital Miguel Couto, no Leblon. A organização do réveillon remontou imediatamente torre. De acordo com o Tenente Monteiro o palco foi aprovado, mas a torre passou por uma perícia.

  "Eu estava no mar e, quando cheguei, ela estava deitada no chão. Ventava muito forte", contou Sandra Valéria de Oliveira, de 26 anos, mãe da criança. Meia hora depois do ocorrido, funcionários da empresa Tópico já tinham reerguido uma das torres. Eles a amarraram com cabos de náilon trançado a estacas fincadas na areia.

SOL FORTE - A praia não estava cheia no momento do acidente, apesar do sol forte. "Se fosse à noite, tinha matado gente", disse a banhista Maria de Lourdes Pereira da Silva, 60, que assistiu à queda das torres. A menina acidentada mora com os pais e três irmãos em Belford Roxo (município da Baixada Fluminense). A família havia chegado ontem à Copacabana, onde está hospedada na casa de parentes. O objetivo da viagem era aproveitar o feriado e participar da festa do réveillon.

  O delegado da 12º Delegacia de Polícia (Copacabana), Rafael Carvalho de Menezes, esteve no local para verificar o estados das torres e ouvir o relato de testemunhas.








 

 
 
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