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PL não ameaça PFL, diz José Jorge
O ex-ministro das Minas e Energia, senador pernambucano José Jorge (PFL), disse ontem não temer mais uma possível debandada de parlamentares do seu partido para o PL ou o PTB, porque ambos ficaram com espaços reduzidos no futuro ministério do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Se existisse o partido dos derrotados, este poderia atrair, porque ficou com sete ministérios. Mas o PT não fez acordo com o PMDB e o PL e o PTB ficaram com espaços muito pequenos", afirmou, durante visita ao DIARIO, onde foi recebido pelo diretor-superintendente Joezil Barros. O PL, que indicou o vice da chapa de Lula, empresário José Alencar, ganhou o Ministério do Turismo, enquanto o PTB ficou com o Ministério da Integração Nacional.
"Esse futuro ministério priorizou o PT e as pessoas que perderam a eleição pelo PT", destacou José Jorge, vice-presidente nacional do PFL. "Isso fortalece o PT, é bom para o PT, mas dificulta a relação do futuro presidente com o Congresso", salientou o senador. A seu ver, o ideal, numPaís com a democracia em formação como o Brasil, é o presidente ser amplamente majoritário no Congresso, como o atual, Fernando Henrique Cardoso, foi até agora. "O caminho do enfrentamento ao Congresso é sempre um risco", observou. Segundo José Jorge, esse problema com o Congresso deverá se agravar mais ainda quando os cargos de segundo escalão forem preenchidos de acordo com o mesmo critério adotado na composição do ministério.
"É que nos planos regional e estadual o radicalismo é muito maior", enfatizou. No que se refere a Pernambuco, a briga interna entre o PT de Lula e o PSB do ex-governador Miguel Arraes, por exemplo, pelo comando da Chesf é acirrada. O PT também está em conflito com o PPS, porque tinha como certa a indicação da economista Tânia Bacelar para a Sudene, alternativa que passou a ser descartada desde que o ex-presidenciável Ciro Gomes (PPS) aceitou o Ministério da Integração Nacional.
Os petistas locais também queriam emplacar o deputado federal não reeleito Pedro Eugênio (PT) na presidência do Banco do Nordeste (BN). Dificilmente, porém, Ciro vai abrir mão de colocar nesse cargo alguém ligado ao Ceará, onde fica o BN, que há anos está sob a hegemonia do ex-governador e senador eleito Tasso Jereissati (PSDB), seu padrinho político.
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