O primeiro lugar alcançado pelo governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) na avaliação de desempenho de nove governadores de Estado e do Distrito Federal, divulgado pelo Instituto Datafolha, revela que a estratégia política adotada pelo peemedebista deu certo. A avaliação positiva do Governo Jarbas não partiu de aliados do peemedebista, mas do prefeito do Recife, João Paulo (PT). Por diversas vezes Jarbas tem reiterado que é adversário político do PT. "Tanto o meu crescimento quanto o dele demonstra que adotamos a estratégia certa", disse.
A princípio, João Paulo não quis comentar a classificação obtida pelo governador. "Quem está para dizer algo sobre o governo dele (Jarbas) não sou eu. Existe um instituto de pesquisa que revelou a atuação dos governantes", comentou o prefeito. Ao falar sobre sua taxa de reprovação, que foi de 26%, segundo o Datafolha, o petista alegou que qualquer prefeito do Recife tem um terço de rejeição dos moradores. "É normal. Nosso objetivo é baixarmos essa rejeição", disse.
Questionado sobre a antecipação da disputa eleitoral de 2004, exposta recentemente pelo ex-governador Joaquim Francisco (PFL), que deseja o Prefeitura do Recife, e pelo deputado federal Luiz Piauhylino (PSDB), que visa Jaboatão, João Paulo considerou precipitada. "É equivocado lançar um candidato num ano que não tem eleição. O debate político antecipado é ruim para a administração da cidade", alegou.
CARGOS FEDERAIS - O prefeito evitou polemizar sobre a indicação dos futuros dirigentes para os cargos federais em Pernambuco. "O partido está discutindo isso, mas a indicação é do nacional", disse. Ao comentar o futuro político de sua ex-secretária de Planejamento, Tânia Bacelar, que estava cotada para a Sudene, João Paulo assegurou que ela tem a unidade da indicação de todo o PT estadual. O prefeito também não quis se indispor com o PSB, que indicou o nome do engenheiro Dilton da Conti para a Chesf. "Não estou discutindo a Chesf, frisou.