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Em crise, tudo muda na série de Netinho
O seriado Turma do Gueto, que terminará em março depois de exibir 16 capítulos nos últimos dois meses, vai passar por transformações para continuar na grade da Record ao longo de 2003. A crise no seriado idealizado pelo apresentador e pagodeiro Netinho pode ser sentida no Ibope. Na estréia, o programa marcou média de 13 pontos. Já na última segunda-feira, quando o programa é exibido, a Turma do Gueto cravou apenas seis pontos. A primeira mudança será a saída da Casablanca, produtora da série. Entretanto, até o dia do fechamento desta edição, segundo a produtora-executiva Marilene Carvalho, nada havia sido comunicado oficialmente à Casablanca.
"Mas não queremos nos pronunciar. Qualquer informação sobre a Turma do Gueto é com a nossa assessoria". Então, com a palavra, Rodrigo Dionísio, assessor de imprensa da produtora: "Ficamos sabendo pelos jornais que a Record é quem produzirá a nova fase da série. Existia a negociação para que o contrato, que termina mesmo em março, fosse renovado. Mas não houve comunicado oficial da emissora".
O certo é que Del Rangel, diretor artístico do canal, vai dirigir os dez primeiros capítulos, passando depois o bastão para um novo nome. Atualmente, quem dirige a série é Pedro Siaretta, da Casablanca. A produtora, inclusive, detém a marca A Turma do Gueto, o que fará com que a Record tenha que escolher outro nome para a atração estrelada por Netinho.
"Se não ficarmos na Record, o produto pode ser vendido para outra emissora", adianta Rodrigo. Sob um novo comando, o seriado ganhará mais gravações externas e cada história terá início e fim no mesmo capítulo. Uma equipe de roteiristas também está sendo criada pela Record. A emissora quer mais cenas de violência nos episódios.
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