Definição do padrão tecnológico depende de mais testes e somente será conhecido no governo de Lula
Ficará para o próximo governo a decisão sobre o padrão tecnológico de TV Digital a ser utilizado no País. De concreto, até agora, só existe a aprovação pelo Governo Federal da política pública para a implantação do novo sistema. Além disso, estão sendo realizadas rodadas de testes com os padrões que estão na disputa pelo mercado brasileiro - europeu, japonês e norte-americano. A segunda fase começou ainda novembro e os resultados serão divulgados em fevereiro ou março.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) negociará junto com os ministérios do Desenvolvimento e Fazenda as contrapartidas comerciais, industriais e tecnológicas dos fabricantes. De acordo com a política, as emissoras de TV poderão decidir se transmitirão seus programas em alta definição ou não. Também caberá a elas decidir sobre a recepção móvel dos programas, multimídia e interatividade, definindo como adequarão os conteúdos para os seus públicos-alvo.
INDÚSTRIA - O Governo Federal também divulgará como serão os processos industriais para fabricação dos novos televisores digitais. É uma exigência que a maior parte dos aparelhos seja produzida no Brasil.
A definição do padrão tecnológico só deve acontecer em 2003. Existem três maneiras de codificar o sinal da TV Digital e será preciso escolher uma. Deles, o mais antigo é norte-americano. Segundo testes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), o japonês é melhor.
Só que serão necessários realizar novos testes porque foram implantadas melhorias em cada um dos sistemas. O dinheiro a ser investido na mudança do sistema analógico para digital deve passar da casa dos nove zeros. O BNDES, há dois anos, previa que a implantação da TV digital no Brasil movimentaria US$ 100 bilhões em 10 anos, valor equivalente a 10% do PIB.