(Atualizado no dia 06/12/2002)
 
Início Diario de Pernambuco Imóveis Esquadrias - Empresas buscam qualidade

Diario

Índice Geral
Expediente
Ed. Anteriores
Assinaturas
 

Cadernos

Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista na TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis
 

Serviços

Loterias

 

Imóveis

Esquadrias - Empresas buscam qualidade

Adesão a programa objetiva compatibilizar produção do setor aos padrões das construtoras com PBQPH

Ana Braga
DA EQUIPE DO DIARIO

Consumidores de Pernambuco, Alagoas e Paraíba podem esperar imóveis de melhor qualidade, a partir do segundo semestre de 2004. Até lá, oito indústrias do setor de esquadrias de alumínio, desses três Estados, estarão em processo de qualificação para a ISO 9000. A ação visa adequar a produção a exigências de construtoras que aderiram ao Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade da Habitação (PBQPH).

  A adesão de boa parte das construtoras ao Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade da Habitação é uma das exigências da Caixa Econômica Federal para financiar obras. E como fazer jus à instituição, sem bons fornecedores? "As construtoras vêm, há dois anos, dedicando-se à qualificação e certificação, como a ISO 9000. Mas a relação delas com o setor de esquadrias anda desajustada, os produtos de ambos não estão compatíveis", observa o diretor da Iane Brasil, Ernani Brasil. "Um exemplo disso é o uso de esquadrias de linha intermediária em obras de alto nível", destaca.

  Iane, Alunor, Sival, Pórtico e Squadra são as indústrias de Pernambuco que aderiram ao programa. De Alagoas, Socitec e Finestra. Da Paraíba, apenas a Gerral. Todas forncedoras de esquadrias para obras. O processo de qualificação tem orientação do Instituto de Apoio da Universidade de Pernambuco (IAUPE). "Os consultores do instituto estão preparando o grupo para a certificação. Esse processo de qualificação dura entre dez e 12 meses, segundo eles afirmam", conta Ernani Brasil.

  O órgão certificador só será conhecido ao final do processo de qualificação. "Chamaremos o certificador quando o grupo estiver apto, capaz de fazer jus ao certificado. O próprio IAUPE auxiliará nessa decisão", fala o representante da Associação Nacional dos Fabricantes de Esquadrias de Alumínio, Girley Brazileiro. "As que não entraram no grupo do processo de qualificação o fizeram porque consideram que não tinham estrutura e, principalmente, pessoal, para acompanhar as exigências da certificação", justifica. O órgão certificador realiza auditoria a cada seis meses e obriga que o fabricante certificado mantenha um comitê de qualidade, dentro da própria empresa, para fazer também auditorias.

  O programa de qualidade e as insituições financeiras exigem das construtoras que, por sua vez, cobram dos fornecedores. "Quem ganha com isso é o consumidor final", afirma Ernani Brasil. "Com o esforço pela certificação, o setor de esquadrias de alumínio vai aprender a reduzir o desperdício. Perde-se matéria-prima porque não há mão-de-obra treinada nem padronização do processo de produção", avalia.

  O grupo de indústrias de esquadrias espera também equilibrar a concorrência. "Além do desperdício, a informalidade é um grande inimigo. Há empresas que não recolhem impostos, que não fazem registros em carteira e não seguem as normas da Associação Brasileiras de Normas Técnicas (ABNT)", fala Ernani Brasil. O diretor da Iane estima que vinte empresas fornecedoras de esquadrias para obras trabalham informalmente em Pernambuco. "Sem falar das que fornecem para pequenos serviços", acrescenta. O estado representa 40% do setor. Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba dividem o restante. "Qualificar é um processo profundo, que tem um custo de implantação alto, mas temos certeza que é também um grande investimento", aposta.








 

 
 
Sua Opinião


Copyright 2001 - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br