Redução de 1,6% anunciada pelo Governo demora a chegar ao consumidor, segundo pesquisa da ANP
A redução do preço da gasolina, em 1,6%, anunciada pelo Governo no início da semana, está demorando a chegar ao bolso do consumidor. A pesquisa semanal de preços de combustíveis, feita pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), registra um preço médio de R$ 1,977 para o litro do combustível no Brasil, valor apenas 0,2% inferior ao registrado na semana passada, antes da redução dos preços nas refinarias. Em Pernambuco, ao invés de redução, houve aumento em relação à pesquisa anterior, com o preço médio do litro da gasolina passando de R$ 1,966 para R$ 2,030.
O aumento, um reflexo da guerra de preços feita pelos postos pernambucanos na última semana de novembro, colocou o Estado no 12º lugar do ranking dos mais careiros. A gasolina mais barata foi encontrada no Amazonas, a R$ 1,822 e, a mais cara, em Rondônia (R$ 2,271). Em Pernambuco, a ANP pesquisou 345 postos, contra 341 da pesquisa anterior. O combustível mais em conta foi localizado em Vitória de Santo Antão, com preço médio em R$ 1,879. O mais caro, em Petrolina, a R$ 2,160. Na Região Metropolitana, Jaboatão dos Guararapes é o município que está vendendo o combustível pelo preço médio mais em conta - R$ 2,011. No Recife, o preço médio ficou em R$ 2,036 e, em Olinda, R$ 2,023.
A tendência de queda verificada no Recife na última semana de novembro revelou o quanto o empresário pernambucano estava disposto a reduzir sua margem de lucro para manter a clientela. Em algumas bombas, o litro da gasolina chegou a ser vendido a R$ 1,78. Questão de concorrência. Tinha revendedor apostando em um preço de até R$ 1,69. O motorista que não aproveitou a guerra de preços para encher o tanque, teve que desembolsar mais dinheiro essa semana para abastecer. E foi pego de surpresa.
Já os aumentos do óleo diesel e do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de botijão, foram repassados, ainda que em percentuais menores que os 9,5% do reajuste promovido pela Petrobras em cada um dos produtos. O preço médio do GLP ficou em R$ 27,86 em todo o País, com preço mínimo em R$ 20,00 e máximo em R$ 44,00. A pesquisa da agência reguladora indicou uma alta de 5,34% no preço do diesel, que está custando, em média, R$ 1,342 no País. Ao anunciar o aumento de 9,5%, a Petrobras projetava um repasse ao consumidor de 7,8%.
Os ajustes anunciados no dia 29 de novembro pela Petrobras, que passaram a vigorar no dia 1º de dezembro, foram decorrentes das variações dos preços no mercado internacional e do aumento na taxa de câmbio. Quatro produtos sofreram reduções e três foram aumentados. Na avaliação da Petrobras, a prática de ajustes, para cima ou para baixo, é própria dos mercados abertos e viabiliza a livre concorrência.