QUEDA-DE-BRAÇO
SÃO PAULO - A queda-de-braço entre varejo e indústria, na tentativa de definir novos reajustes de preços, levou grandes redes a iniciar o "racionamento do açúcar". Há dificuldade para os supermercados fecharem novas entregas de açúcar devido à alta do preço. Na Bolsa de Nova Iorque, o produto subiu cerca de 30% desde junho. Além disso, há ainda a desvalorização do real. A moeda perdeu 48,1% de seu valor em relação ao dólar de maio até hoje. Como o produto é cotado em dólar, o preço disparou.
No Wal Mart cada consumidor só pode levar cinco quilos do produto. Há avisos nas lojas informando a restrição aos clientes. O grupo Pão de Açúcar decidiu fazer o mesmo em algumas lojas.
O limite imposto pela cadeia, de cinco quilos por consumidor, é mais rígido do que o praticado pelo Pão de Açúcar. Em lojas do Extra e do Barateiro o limite é de 10 a 20 quilos por pessoa. O número é mais elevado porque, na visão da companhia, são os comerciantes que podem partir para a especulação com o produto, e não o consumidor- que compra uma quantidade média de três quilos de açúcar por mês.
A rede Sendas, a quinta maior do País, não descarta a possibilidade de usar o mesmo sistema caso seja constatado um movimento de compra do produto para estocagem em casa.