Paixão por velocidade
Jorge Brandão
Minha paixão por carro é antiga. Desde criança eu gostava de tudo que corresse, tivesse movimento e combustível. Minha vontade sempre foi ter um carro possante. Aos 14 anos já fazia trilha com o carro do meu pai, na época, um Elba 90 verde, que por sinal, estraguei o motor de tanto que o envenenava e trocava o carburador.
Também gostava de fazer trilhas com motos emprestadas dos amigos. Ia sempre para Itamaracá com um amigo que também é apaixonado por velocidade. Meu primeiro carro foi um Fusca 83, com dois carburadores e motor 1.500, que fui logo preparando. Ele era a álcool e troquei por gasolina.
Depois passei para o Chevette, mas só deu tempo de colocar som e jogo de rodas e foi a vez do Renault 97 completo. Como gosto de carro antigo, grande e robusto, ele não durou muito também.
Foi quando vi o Opala 79. Juntei o útil ao agradável. Quando peguei, ele estava um bagaço. Mas essa também foi a diversão. Estou trabalhando nele com meu pai devagarinho, lá na garagem de casa. Carro velho tem que ser assim. Já coloquei até teto de vinil.
Mas ainda vou terminar a parte estética: trocar as rodas e calotas pelas originais, colocar uma suspensão mais segura e, claro, deixar mais turbinado. Só vai faltar um lugar para testar. Pretendo ir até o autódromo de Caruaru e se ele passar de 200 quilômetros por hora já está bom para mim.
Como meu sonho é colecionar, o Opala é a menina dos meus olhos. Minha meta é aumentar a frota com um Fusca até 69 e quem sabe no futuro, um Porsche. O Opala é o primeiro de uma série.
Jorge Brandão é vendedor de automóveis